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RIVALIDADE

Argentina x Inglaterra: Scaloni pede que não misturem a semifinal com as Malvinas

Técnico da Argentina, Lionel Scaloni, pediu que jogadores não levem os sentimentos gerados pela Guerra das Malvinas para dentro de campo na disputa da semifinal desta quarta (15) contra a Inglaterra

AFP

Publicado: 15/07/2026 às 08:10

Scaloni, técnico da Argentina/Divulgação/ AFA

Scaloni, técnico da Argentina (Divulgação/ AFA)

O técnico da Argentina, Lionel Scaloni, pediu nesta terça-feira (14) para que não misturem a rivalidade futebolística entre Argentina e Inglaterra com a Guerra das Malvinas, antes da partida da semifinal da Copa do Mundo de 2026 entre as duas seleções, em Atlanta, nos Estados Unidos.

O confronto entre argentinos e ingleses, uma das maiores rivalidades do futebol, está intrinsecamente ligado à vitória por 2 a 1 dos sul-americanos nas quartas de final do Mundial de 1986, no México, marcada por dois gols icônicos de Diego Maradona: a "Mano de Dios" e o "Gol do Século".

Muitos argentinos, incluindo o próprio falecido craque, viam aquele triunfo como uma forma de revanche e uma reparação simbólica pelos compatriotas que perderam a vida pelas mãos dos britânicos durante a Guerra das Malvinas, em 1982.

O conflito armado, desencadeado pela reivindicação de soberania da Argentina sobre o arquipélago do Atlântico Sul, terminou com a vitória do Reino Unido e um saldo de 649 argentinos e 255 britânicos mortos.

"É uma partida de futebol. Não posso misturar as coisas, especialmente por respeito ao que aconteceu há tantos anos. Foi um período muito triste da nossa história, e não há muito o que possamos fazer a respeito. Essa é a realidade", disse o técnico na coletiva de imprensa pré-jogo em Atlanta.

"E é uma partida de futebol, é só isso. Portanto, misturar as duas coisas seria uma loucura", acrescentou. "Lembramos daquelas pessoas, sem dúvida, mas isto é uma partida de futebol. Não devemos nos confundir quanto aos tempos em que vivemos".

"Entusiasmo intacto"

Quanto à semifinal, cujo vencedor enfrentará a Espanha pelo título no domingo, Scaloni afirmou que o entusiasmo de sua equipe permanece 'intacto', por estar perto de disputar sua segunda final de Copa do Mundo consecutiva.

Ele descartou a ideia de que o cansaço possa afetar os atuais campeões, ressaltando que a magnitude da partida deixa essas preocupações "em segundo plano".

Scaloni também confirmou que conta com todo o elenco à disposição para enfrentar os 'Three Lions', que buscam chegar a uma final pela primeira vez em seis décadas.

"É verdade que já disputamos uma semifinal antes, mas a sensação é de que não. Estamos tão felizes, ansiosos e animados de poder proporcionar ao nosso povo a alegria de ver sua seleção dar tudo de si em campo", comentou.

A Argentina tem enfrentado dificuldades consideráveis na fase de mata-mata do torneio norte-americano de 2026, mas vem contando com um Lionel Messi decisivo, que enfrentará a seleção inglesa pela primeira vez em sua carreira.

Neutralizar Kane e Bellingham

Os 'Three Lions' também enfrentaram momentos difíceis ao longo do torneio, mas encontraram a salvação em Harry Kane e Jude Bellingham, que marcaram seis gols cada.

"Sem dúvidas tentaremos neutralizá-los usando nossas próprias armas e impedir que façam um bom jogo. Mas temos um plano de jogo em mente e esperamos executá-lo amanhã (esta quarta)", afirmou Scaloni.

"A Inglaterra também tem bons jogadores, mas é uma equipe muito mais explosiva, digamos assim. Eles têm pontas velozes e jogadores que se destacam no mano a mano (...) Mas tentaremos manter a posse de bola, que é o mais importante, e então, com algumas nuances táticas, tentaremos pegá-los de surpresa".

Scaloni também elogiou a Espanha, que derrotou a França por 2 a 0 nesta terça-feira e se classificou para sua segunda final de Copa do Mundo na história. A primeira foi na África do Sul, em 2010, quando conquistaram seu único título mundial.

"Eles vêm ganhando força e, na minha opinião, fizeram hoje a sua partida mais completa da Copa do Mundo. Portanto, parabéns a eles, pois foi uma vitória totalmente merecida", observou.

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