Beto Lago: "A Seleção Brasileira e a fogueira chamada Escócia"
A madeira das fogueiras que iluminaram a noite de São João começa a virar brasa. Mas, para a Seleção Brasileira, a noite de hoje reserva uma fogueira bem mais difícil de atravessar: a Escócia
Publicado: 24/06/2026 às 12:31
Casemiro, volante da Seleção Brasileira (CHARLY TRIBALLEAU / AFP)
Fogueira escocesa
A madeira das fogueiras que iluminaram a noite de São João começa a virar brasa. O fogo diminui e a festa vai ficando para trás. Mas, para a Seleção Brasileira, a noite de hoje reserva uma fogueira bem mais difícil de atravessar. Diante da Escócia, o Brasil carregando a responsabilidade de definir seu caminho na Copa do Mundo e, principalmente, de mostrar ao mundo qual é o seu verdadeiro tamanho neste Mundial. Desde a chegada de Carlo Ancelotti, a expectativa cresceu.
Porém, até agora, o Brasil ainda não apresentou uma atuação capaz de empolgar seu torcedor. Venceu quando precisou, competiu, mas ainda falta aquela exibição que faça adversários e críticos enxergarem a Seleção como uma candidata real ao título. O desafio ganha contornos ainda mais delicados pela ausência de Raphinha. Um dos principais jogadores do setor ofensivo, ele faz falta pela velocidade, pelos dribles e pela capacidade de decidir partidas. Sua ausência obriga Ancelotti a encontrar novas soluções justamente em um momento em que o time precisa crescer de produção.
Por outro lado, existe a expectativa em torno de Neymar. Mesmo longe do auge físico e técnico que já apresentou, sua simples presença em campo muda o ambiente do jogo. E, em confrontos decisivos, esse talento costuma fazer diferença. Mais do que uma vitória, o Brasil precisa transmitir confiança. Precisa convencer que não atravessou o Atlântico apenas para participar da Copa do Mundo, mas para disputá-la até o último dia. A fogueira de São João está se apagando. A da Escócia, porém, ainda precisa ser pulada. E sem tropeços.
O futebol em quatro tempos?
O advogado Rodrigo de Abreu Pinto levanta uma discussão necessária sobre os rumos do futebol. Ao criticar as pausas para hidratação nesta Copa, ele vai além da justificativa oficial da Fifa e sugere que o verdadeiro objetivo seria ampliar os espaços destinados à publicidade. A reflexão é válida: até que ponto as mudanças servem para melhorar o espetáculo e proteger os atletas, e quando passam a atender prioritariamente interesses comerciais? Sem condenar a evolução do jogo, existe o risco de alterar uma de suas principais características: a dinâmica ininterrupta que tornou o futebol o esporte mais popular do planeta.
A conta dos confrontos diretos
Rodada da Série B encerrada e o fato é que a sequência do Náutico foi desastrosa em termos de pontuação. O time caiu para a nona posição e segue sem vencer os adversários que brigam na parte de cima da tabela. São confrontos que pesam não apenas na classificação, mas na confiança de uma equipe que ainda não mostrou força diante dos concorrentes diretos.
Problema sem solução imediata
Hoje, o maior desafio de Hélio e Guilherme dos Anjos é encontrar alternativas diante de lesões, suspensões e do baixo rendimento de alguns jogadores. Perder peças pelos dois primeiros motivos faz parte da competição. O problema é quando um atleta deixa de entregar em campo e já não encontra respaldo para seguir sendo utilizado. Com a janela de transferências ainda distante, resta conviver com um risco que se repete a cada rodada.