Copa do Mundo
Primeira rodada

Zebras, recordes e decepções: o balanço da 1ª rodada da Copa do Mundo 2026

Copa 2026: Messi e Mbappé brilham na 1ª rodada; Casemiro e CR7 decepcionam

Paulo Mota

Publicado: 18/06/2026 às 10:22

Lionel Messi, atacante da Argentina /ROBERTO SCHMIDT / AFP

Lionel Messi, atacante da Argentina (ROBERTO SCHMIDT / AFP)

A bola parou de rolar após a primeira rodada da fase de grupos da Copa do Mundo de 2026, mas os reflexos do que aconteceu nos gramados seguem dominando o noticiário esportivo. Em menos de uma semana de competição, o torneio já reuniu os ingredientes que costumam marcar as grandes edições do Mundial: recordes históricos, atuações surpreendentes e resultados que contrariam os prognósticos.

Com a segunda rodada prestes a começar, o cenário é de definição para os favoritos e de pressão crescente para quem precisa reagir rapidamente para manter vivo o sonho de avançar às fases eliminatórias.

Destaques positivo da primeira rodada:

A imortalidade de Lionel Messi
Se alguém duvidava do apetite de Lionel Messi em sua última dança, a resposta veio em forma de manual de futebol contra a Argélia. O camisa 10 argentino não apenas comandou a vitória argentina, mas assinou três gols que o colocaram definitivamente entre os maiores nomes da história do futebol. Agora, ao lado do alemão Miroslav Klose, Messi é o maior artilheiro da história das Copas do Mundo. Uma atuação para a posteridade.

O "ferrolho" e o milagre de Vozinha
A maior zebra do torneio até aqui foi desenhada em Atlanta. Diante da badalada Espanha, a seleção de Cabo Verde entregou uma aula de resiliência e disciplina tática. O grande personagem do empate por 0 a 0 foi o goleiro Vozinha, que operou seis defesas. O feito cabo-verdiano ganha contornos ainda mais impressionantes pela atuação: a equipe cometeu apenas uma única falta durante os 90 minutos de jogo, parando o tique-taca espanhol na bola.

Além do surpreendente desempenho de Cabo Verde, a República Democrática do Congo também se consolidou como uma das grandes sensações táticas do continente africano ao parar a constelação de estrelas de Portugal. Com um "ferrolho" defensivo praticamente intransponível, os Leopardos demonstraram extrema compactação e disciplina tática para neutralizar o favoritismo lusitano.

O poder de decisão de Mbappé e Kane
A França sofreu contra Senegal, flertando com o tropeço até que Kylian Mbappé decidiu resolver o problema. Após um primeiro tempo apagado, o astro marcou duas vezes no triunfo por 3 a 1, carimbando a vitória com um golaço de rara felicidade, do meio da rua, no último lance da partida.

Por outro lado, Harry Kane mostrou porque é o Camisa Nove mais completo da atualidade. Na goleada da Inglaterra sobre a Croácia, o capitão fez dois gols, ditou o ritmo, tanto na armação, quanto na conclusão das jogadas.

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Decepções da primeira rodada:

Casemiro e o "apagão" de 45 minutos do Brasil
O empate da Seleção Brasileira contra Marrocos deixou um gosto amargo e muitas interrogações. O principal ponto de debate foi o primeiro tempo apático da equipe, simbolizado pela atuação do volante Casemiro. Lento na transição, o veterano deixou brechas na marcação e mostrou-se abaixo do ritmo intenso que a estreia de um Mundial exige. O diagnóstico do técnico Carlo Ancelotti foi imediato: o volante Casemiro foi substituído ainda no intervalo, tornando-se o rosto do tropeço brasileiro.

Grifes em baixa: Cristiano Ronaldo e Modric decepcionam
O início da trajetória de Portugal e Croácia foi marcado pela frustração de suas maiores referências. Cristiano Ronaldo viveu uma jornada de rara infelicidade no ataque, desperdiçando chances no empate por 1 a 1 contra a valente e estreante República Democrática do Congo.

Em sua quinta Copa da carreira, Luka Modric foi engolido pelo meio-campo da Inglaterra. Além de não conseguir finalizar, cometeu o pênalti que abriu o placar para os ingleses e acabou substituído logo no início da etapa complementar, assistindo do banco à goleada sofrida por sua seleção.

A inércia espanhola
Se Cabo Verde teve méritos, a Espanha pagou o preço por uma ineficiência ofensiva alarmante. O atacante Mikel Oyarzabal passou os primeiros 30 minutos de jogo sem tocar na bola, isolado e nulo entre os zagueiros africanos. Nem mesmo a badalada entrada de Lamine Yamal no segundo tempo foi capaz de trazer a criatividade necessária para furar o bloqueio adversário.

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