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Copa de 2026: veja como a tecnologia será aplicada no Mundial do Canadá, EUA e México

De microcâmeras nos juízes à democratização de dados táticos para todas as seleções: veja o que muda com a implementação da IA no maior torneio de futebol do planeta

Por Igor Fonseca

Copa de 2026: veja como a tecnologia será aplicada no Mundial do Canadá, EUA e México.

A Copa do Mundo de 2026 não será a maior da história apenas no número de seleções e sedes, mas também a mais tecnológica. A FIFA e suas empresas parceiras implementaram um ecossistema de dados e sensores focado na precisão para a arbitragem e na democratização da análise tática.

Veja as principais mudanças e como a implementação da Inteligência Artificial (IA) muda para a Copa de 2026, no Canadá, Estados Unidos e México.

TRIONDA: PRIMEIRA BOLA COM IA?

A bola oficial do torneio, batizada de Trionda, apresenta o menor número de painéis da história das Copas: apenas quatro, unidos por termocolagem.

O design com costuras profundas foi projetado para ter estabilidade aerodinâmica, enquanto a textura em relevo melhora a aderência nos gramados. O grande diferencial, no entanto, está no interior. A Trionda carrega um sensor de movimento de 500Hz.

Diferente do que se especula, a bola não possui uma "inteligência artificial própria", mas um chip que atua como um transmissor.

Ela envia dados de impacto e rotação 500 vezes por segundo para os computadores da cabine do VAR, auxiliando os árbitros a identificarem o exato milésimo de segundo em que um passe é feito ou se houve um toque sutil na bola.

Essa tecnologia da Trionda facilita, inclusive, o uso do impedimento semiautomático que, a partir da bola, consegue determinar exatamente o segundo em que uma bola foi tocada.

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IMPEDIMENTO SEMIAUTOMÁTICO

A tecnologia de detecção de impedimentos foi ampliada em relação ao Catar, em 2022. Agora, os estádios contam com 16 câmeras instaladas no teto, dedicadas exclusivamente ao rastreamento óptico.

O sistema lê 29 pontos do corpo de cada atleta em campo, 50 vezes por segundo. Além da tecnologia de milésimos de segundo da Trionda, a FIFA realizou o escaneamento corporal de todos os 1.248 jogadores inscritos no Mundial para que a representação gráfica na cabine do VAR seja precisa.

Quando um lance ajustado ocorre, a Inteligência Artificial cruza os dados do rastreamento das câmeras com o momento exato do passe (enviado pelo chip da bola) e gera instantaneamente um modelo 3D — um avatar com as medidas exatas do jogador —, mostrando a linha de impedimento com precisão milimétrica.

ANÁLISE TÁTICA COM IA

Fora das quatro linhas, a tecnologia busca nivelar as condições de disputa. Através de uma parceria com a Lenovo, a FIFA entregou às 48 seleções participantes o Football AI Pro.

A plataforma garante que equipes com orçamentos menores, como o Haiti, tenham acesso ao mesmo nível de software de análise de dados que potências como Brasil, França e Alemanha.

A ferramenta utiliza inteligência artificial generativa para destrinchar padrões de jogo, criar relatórios e analisar métricas físicas.

A VISÃO DO ÁRBITRO

Uma visão do jogo que ganhou o público no último ano foi a implementação da 'Referee Cam' (Câmera do Árbitro, na tradução livre do inglês).

Os juízes utilizarão microcâmeras acopladas ao corpo que serão vistas em tempo real pela transmissão das partidas.

A novidade é a utilização de um software de estabilização de imagem focado em IA para evitar imagens tremidas ou confusas, que suaviza a captação em tempo real e entrega ao telespectador a perspectiva do árbitro.