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Economia
MORADIA

Fórum Imobiliário Brasileiro debate desafios do setor e futuro da habitação em Pernambuco

Evento reuniu líderes empresariais, autoridades públicas, juristas e acadêmicos

Marlon Júlio

Publicado: 05/11/2026 às 20:32

Palestrante José Police Neto (à dir.)/Raphaella Barros

Palestrante José Police Neto (à dir.) (Raphaella Barros)

O desafio de viabilizar 100 mil moradias nos próximos quatro anos na Região Metropolitana do Recife esteve entre os principais debates do Fórum Imobiliário Brasileiro, realizado nesta quinta-feira (5), no Recife. Promovido pela Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Pernambuco (Ademi-PE), o encontro reuniu representantes do setor produtivo, autoridades públicas, juristas e acadêmicos para discutir os rumos do mercado imobiliário, com foco em transformações urbanas, tecnologia, sustentabilidade e tendências regulatórias.

Realizado no Recife Expo Center, no bairro de São José, na área central da capital pernambucana, o fórum teve entre os destaques um painel dedicado à legislação urbanística e à Habitação de Interesse Social (HIS) na Região Metropolitana do Recife. Durante a discussão, José Police Neto apresentou resultados do Acordo de Cooperação Técnica (ACT) voltado ao mercado imobiliário dos 14 municípios que integram a região.

Em sua participação, Police Neto abordou o déficit habitacional no Grande Recife e defendeu a necessidade de ampliar a oferta de moradias, lançando o desafio de viabilizar 100 mil unidades habitacionais em um período de quatro anos.

"O plano é viabilizar 100 mil unidades habitacionais nos próximos quatro anos. É muito importante a participação do setor produtivo para gerar capacidade de geração de financiamento nesse processo", afirmou.

O diretor-presidente da Companhia Estadual de Habitação e Obras de Pernambuco (Cehab-PE), Paulo Lira, também participou do debate e dimensionou o problema habitacional na região. Segundo ele, o Grande Recife acumula um déficit de 96 mil moradias, o equivalente a 44% da demanda habitacional de todo o estado.

"Nós temos feito um trabalho não só de casas garantidas, mas também temos buscado outras formas de reduzir esse déficit, seja através da regularização fundiária, seja através das melhorias habitacionais, como também através da busca de novos recursos por meio do Minha Casa Minha Vida", afirmou Paulo Lira.

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