Durigan diz que 'não tem fórmula mágica, mas seguir melhorando e ajustando fiscal'
Compreensão é concordância entre economistas que participaram de reunião com o presidente Lula (PT) sobre o tema
Publicado: 05/11/2026 às 18:25
Ministro da Fazenda, Dario Durigan (Washington Costa/MF)
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou a jornalistas nesta quinta-feira (5) que a concordância entre os participantes da reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e economistas é que não há fórmula mágica para a política econômica brasileira mas que o governo deve seguir empenhado em melhorias e ajustes no âmbito fiscal.
"A gente teve bastante convergência tanto nos diagnósticos quanto nos caminhos para o futuro. Não nos parece haver fórmula mágica, mas sim manutenção dos compromissos fiscais, com um compromisso de seguir melhorando as contas públicas com a manutenção e reforço do que precisa ser reforçado nas regras fiscais atuais, de modo que a gente siga melhorando, tanto indicadores sociais, políticas públicas, quanto o resultado das contas públicas do governo", disse Durigan.
Segundo o ministro da Fazenda, o caminho para a política fiscal é "ter sempre qualidade no gasto público, de modo a reforçar e privilegiar o que foi compromisso de campanha". Para Durigan, se faz necessária uma agenda clara de desenvolvimento que define as prioridades do governo de maneira que contemple as demandas dos setores e se preocupe em atender as necessidades das pessoas, enquanto o resultado primário melhora ano após ano.
Durigan afirmou que, durante a reunião, na qual participaram nomes como os ex-ministros da Fazenda Fernando Haddad e Guido Mantega, não houve discussão sobre medidas específicas, mas um consenso ao redor da necessidade de reforçar as regras vigentes hoje, de maneira a garantir a inclusão social e as políticas públicas de maneira sustentável. Segundo o ministro, a discussão sobre medidas será feita com método e previsibilidade com o presidente após o retorno de Lula de sua viagem para a COP31 na Turquia.
"O presidente tem recebido bastante contato, então, acho que tem uma agenda generosa, de escuta com a sociedade em geral, com o setor produtivo, com quem investe no País. E a gente faz isso de bom grado, de bom gosto, tanto eu, quanto o presidente e os demais ministros que estão encarregados dessa escuta", afirmou Durigan.
Quando questionado sobre as expectativas do mercado em relação a anúncios fiscais, o chefe das finanças públicas afirmou que "a expectativa que vai ser atendida é a expectativa da equipe do presidente que tem preparado, com mérito, uma agenda para fechar este ano e dar início ao próximo ano", disse Durigan. "Aqui quem nos cobra é o presidente e nós mesmos que temos que cumprir uma agenda que já está anunciada, está colocada, ainda que seja em termos mais gerais, e é isso que nós vamos cumprir com bastante tranquilidade", acrescentou.