Dólar cai ante real e moedas emergentes com recuo do petróleo e pesquisas no radar
No exterior, o mercado reduziu as apostas em uma alta de juros pelo Fed em outubro, mas ainda prevê elevação em dezembro e quase mais duas em 2027
Publicado: 19/10/2026 às 11:52
Dólar (Foto: Vanderlei Almeida/AFP/)
O dólar cai no mercado à vista na manhã desta segunda-feira (19), após acumular alta de 1,77% na semana passada, acompanhando a desvalorização da moeda norte-americana frente a divisas emergentes em meio à queda do petróleo, após os EUA aliviarem sanções à Rússia. Logo nos primeiros minutos dos negócios, o dólar à vista apresentou mínima a R$ 5,0497, com queda de 0,47%.
No exterior, o mercado reduziu as apostas em uma alta de juros pelo Fed em outubro, mas ainda prevê elevação em dezembro e quase mais duas em 2027. A inflação americana acima do esperado, o petróleo ainda caro e as preocupações com investimentos em inteligência artificial financiados por dívida mantêm no radar o risco de aperto monetário.
No Brasil, os investidores mantêm atenção na disputa presidencial, após sabatinas com os candidatos pela Rede Globo na semana passada, o debate na Band neste domingo e as pesquisas que reforçam menor diferença entre os candidatos e empate técnico.
As pesquisas Nexus/BTG e Atlas/Bloomberg mostram redução da vantagem de Flávio Bolsonaro (PL) sobre Lula (PT). Na Nexus/BTG, Flávio caiu de 48% para 46,5% das intenções de voto, enquanto Lula subiu de 45% para 45,9%, reduzindo a diferença de 3 para 0 6 ponto porcentual, em empate técnico. Nos votos válidos, a distância caiu de 4 para 0,6 ponto: 50,3% a 49,7%.
Na Atlas/Bloomberg, Flávio recuou de 51,1% para 49,8% dos votos totais, e Lula avançou de 45,7% para 47,6%, reduzindo a vantagem do senador de 5,4 para 2,2 pontos porcentuais. Nos votos válidos Flávio tem 51,1%, ante 48,9% de Lula, diferença de 2,2 pontos, superior à margem de erro de 1 ponto.
No campo da inflação, a alta de 1,76% do IGP-10 de outubro, perto do teto das projeções do mercado (1,78%), foi puxada principalmente pelos preços ao produtor, com destaque para os avanços da gasolina, segundo o FGV Ibre.
No boletim Focus, a mediana para a inflação suavizada nos próximos 12 meses subiu de 4,48% para 4,51%. A mediana para o IPCA de 2026 seguiu em 5,22%, depois de quatro leituras de alta, e está 0,72 ponto porcentual acima da meta, de 4,50%. As medianas do relatório Focus para a inflação de curto prazo indicam que o IPCA deve acumular alta de 1,22% de outubro a dezembro deste ano.
Na Ásia, o presidente do Banco do Povo da China (PBoC), Pan Gongsheng, afirmou nesta segunda-feira que a instituição estudará adotar a taxa de recompra overnight como principal referência de política monetária, em uma iniciativa para aprimorar o controle dos juros. Durante discurso em Pequim, o dirigente também anunciou medidas para ampliar a liquidez do sistema financeiro e aprofundar a abertura dos mercados chineses.
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