Desemprego fica em 5,3% até agosto e população ocupada atinge recorde, aponta IBGE
Mercado de trabalho conta com recordes simultâneos no número de ocupados, na força de trabalho e na massa de rendimentos
Publicado: 29/09/2026 às 10:53
O número de pessoas ocupadas chegou a 103,5 milhões entre junho e agosto (© AGÊNCIA BRASIL/TV BRASIL)
A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,3% no trimestre encerrado em agosto, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo IBGE nesta terça-feira (29).
O índice recuou 0,3 ponto percentual em relação ao trimestre encerrado em maio, quando estava em 5,6%. Na comparação com o mesmo período de 2025, houve queda também de 0,3 ponto percentual.
O resultado é igual ao registrado no trimestre encerrado em julho. A taxa ficou dentro das expectativas do mercado, que projetava estabilidade em 5,3%, com estimativas que variavam entre 5,2% e 5,6%. O número de pessoas ocupadas chegou a 103,5 milhões entre junho e agosto, o maior contingente desde o início da série histórica da Pnad Contínua, em 2012.
Em relação ao trimestre encerrado em maio, este número cresceu 0,8%, com a entrada de 774 mil pessoas no mercado de trabalho. Na comparação anual, o aumento foi de 1%, o equivalente a 1,1 milhão de pessoas ocupadas a mais.
A população desocupada foi estimada em 5,8 milhões de pessoas. O contingente caiu 4,9% em relação ao mesmo trimestre de 2025, uma redução de 300 mil pessoas. Na comparação com o período de março a maio deste ano, houve queda de 4,6%, com 281 mil pessoas a menos procurando trabalho sem conseguir uma ocupação.
A força de trabalho, que reúne as pessoas com 14 anos ou mais que estão ocupadas ou procurando emprego, também alcançou o maior nível da série histórica. Foram 109,3 milhões de pessoas no trimestre encerrado em agosto.
O contingente cresceu 0,5% em relação ao trimestre anterior, com 493 mil pessoas a mais. Na comparação anual, o avanço foi de 0,7%, equivalente a 760 mil pessoas.
Rendimento
O rendimento médio real habitual dos trabalhadores chegou a R$ 3.777 no trimestre encerrado em agosto. O valor representa crescimento de 3,7% em relação ao mesmo período do ano passado.
A massa de rendimento real habitual, que corresponde à soma dos rendimentos recebidos pelos trabalhadores ocupados, alcançou R$ 385,6 bilhões. O resultado também é recorde na série histórica e contou com crescimento de 1,4% em relação ao trimestre anterior, com acréscimo de R$ 5,2 bilhões. Na comparação com o mesmo período de 2025, a alta foi de 4,8%, ou R$ 17,5 bilhões.
Emprego com carteira
O número de empregados do setor privado com carteira assinada, sem considerar os trabalhadores domésticos, chegou a 39,5 milhões. Esse também foi o maior contingente registrado pela série histórica do IBGE.
Apesar do recorde, o número permaneceu estável tanto na comparação com o trimestre encerrado em maio quanto em relação ao mesmo período do ano passado.
Já o número de trabalhadores do setor privado sem carteira assinada ficou em 13,7 milhões, mantendo estabilidade nas duas comparações.
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