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Tarifaço

Ministro se reunirá com representante de Comércio dos EUA na segunda-feira

O encontro virtual entre Márcio Elias Rosa e Jamieson Greer ocorre após a retomada do diálogo entre Brasil e EUA, abalado pelas tarifas adicionais impostas por Washington

Raphael Pati e Armando Holanda - Correio Braziliense

Publicado: 25/08/2026 às 16:45

Reunião virtual entre ministro e representante comercial dos EUA deve ocorrer às 15h da segunda-feira (31/8)/Tomaz Silva/Agência Brasil

Reunião virtual entre ministro e representante comercial dos EUA deve ocorrer às 15h da segunda-feira (31/8) (Tomaz Silva/Agência Brasil)

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, tem reunião virtual marcada com o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, na próxima segunda-feira (31). O encontro deve marcar a retomada das negociações entre os dois países, afetadas nos últimos meses pela adoção de novas tarifas de importação por Washington e pela ameaça do governo brasileiro de acionar a Lei de Reciprocidade Econômica em resposta.

Segundo interlocutores próximos ao ministro, a reunião deve ocorrer durante a tarde, a partir das 15 horas (horário de Brasília). Na última sexta-feira (21), os dois conversaram por telefone para tratar sobre um possível novo encontro. No mesmo dia, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já havia telefonado para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para tratar sobre questões bilaterais.

De acordo com a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), tanto a conversa entre Lula e Trump quanto o telefonema entre os dois representantes diretos de seus países ocorreram em tom “amistoso e cordial”. As tarifas adicionais foram o principal assunto da conversa entre os presidentes, que também trataram de cooperação na área de segurança pública, além de outros temas.

Em julho, os Estados Unidos implementaram duas novas tarifas adicionais sobre produtos brasileiros. Ambas resultaram de investigações com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA de 1974, a Trade Act.

Uma das tarifas, aplicada também a outros países, afetou uma lista de produtos brasileiros com uma alíquota de 12,5%, sob a alegação de favorecimento ao trabalho forçado por parte do Brasil. A outra, de 25% e direcionada exclusivamente ao Brasil, teve como justificativa uma série de questões, como o uso do Pix, além de temas ambientais e barreiras de mercado.

Confira matéria no Correio Braziliense.

 

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