Conexão: o ativo estratégico da marca
Com conteúdos sendo produzidos em escala industrial, o que garante permanência na memória do consumidor é a conexão genuína
Publicado: 21/08/2026 às 19:06
A permanência na mente do consumidor é conquistada a cada nova conexão genuína criada com o público (Rafael Vieira/DP Foto)
Todos os dias, somos impactados por uma grande quantidade de conteúdos. Notícias, entretenimento, esporte, política e publicidade competindo pelo mesmo espaço finito: a nossa mente.
Esse cenário vem se agravando nos últimos anos com a chegada das ferramentas de inteligência artificial e redução dos limites para a produção de conteúdo. Textos, imagens, vídeos e campanhas inteiras podem ser gerados em segundos, em escala industrial. O resultado é um volume de estímulos cada vez maior e, paradoxalmente, um vínculo cada vez mais raso entre o que é mostrado e quem mostra.
Nesse contexto, a professora Izabela Domingues, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), comenta um posicionamento cada vez mais comum no mercado: “Todas as marcas querem disputar, em última instância, não só atenção, mas a capacidade de cativar as pessoas. De se tornar relevante para elas. Ter um sentido na vida delas.”
Esse fenômeno, descrito por Herbert Simon ainda nos anos 1970, ganhou urgência nas últimas duas décadas. E hoje, com a multiplicação de conteúdos generativos, o desafio não é mais apenas aparecer, é permanecer.
Então é possível observar que, apesar do caráter estratégico da comunicação institucional, para se manter presente na memória dos consumidores é preciso mais. Requer emoção e, principalmente, uma conexão emocional entre consumidor e marca.
Domingues comenta que é essa relação que permite a marcas mais novas, já nascidas na lógica digital, disputarem espaço com gigantes consolidados há décadas. “Muitas vezes é preciso tempo para construir conexões significativas, mas o tempo também não é uma garantia da construção. Quando bem feita, esse vínculo pode acontecer rapidamente”, complementa a professora.
A permanência no topo da mente do consumidor, portanto, não é mais garantida pelo tempo de mercado. Ela é disputada e conquistada a cada nova conexão genuína criada com o público.
É exatamente esse fenômeno que o Marcas Preferidas existe para celebrar. Em meio a um oceano de conteúdo cada vez mais automatizado, o prêmio reconhece algo que nenhum algoritmo consegue simular: a lembrança espontânea, verdadeira, construída ano após ano na relação real entre marcas e pessoas. Não é sobre quem apareceu mais, mas sim sobre quem ficou.
A premiação chega a sua 11ª edição no dia 16 de setembro, em uma noite de celebração que vai reunir as principais marcas, empresários e agências no Novotel Recife Marina.
O Marcas Preferidas segue sendo um termômetro dessa permanência e um lembrete de que, mesmo diante da inteligência artificial e da produção infinita de conteúdo, o que realmente constrói uma marca continua sendo humano.