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ENDIVIDAMENTO

Governo lançará renegociação de dívidas do MEI com 70% de desconto, diz procuradora

Público-alvo são 3,5 milhões de MEIs, micro e pequenas empresas com débitos de até R$ 20 mil. Governo espera negociar R$ 12,4 bilhões

Agência Estado e Agência Brasil

Publicado: 27/06/2026 às 08:50

MEI deve informar o faturamento anual bruto de sua empresa/MARCELLO CASAL JR / AGÊNCIA BRASIL

MEI deve informar o faturamento anual bruto de sua empresa (MARCELLO CASAL JR / AGÊNCIA BRASIL)


O governo vai lançar, nos próximos dias, um edital de renegociação de dívidas do Microempreendedor Individual (MEI) com até 70% de desconto e parcelamento em até 145 meses. O público-alvo são 3,5 milhões de MEIs, micro e pequenas empresas com débitos de até R$ 20 mil. Ao todo, o governo espera negociar R$ 12,4 bilhões.

"Percebemos um aumento crescente de MEIs inscritos em dívida ativa, seja porque nem sabiam que tinham que pagar, ou porque não tinham condições. São dívidas com ticket muito pequeno, se você comparar com o estoque da dívida ativa, mas são dívidas importantes para aquela pessoa", afirmou a procuradora-geral da Fazenda Nacional (PGFN), Anelize Almeida, ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

A procuradora afirmou que a transação tributária faz uma análise individualizada e tem condições diferentes para cada contribuinte. "Não é todo mundo que vai ter 145 meses ou 70% de desconto. A análise é individualizada, e por isso que ela gera um compromisso maior no pagamento e reduz o risco moral do inadimplemento", acrescentou.

Ampliação do limite de faturamento

Na última sexta-feira (26), o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, informou que o governo federal estuda elevar o limite de faturamento do microempreendedor individual (MEI) dos atuais R$ 81 mil para a faixa entre R$ 130 mil e R$ 140 mil por ano.

Segundo ele, a proposta deve ser enviada ao Congresso nos próximos dias pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com o objetivo de recompor a inflação acumulada ao longo de quase uma década sem reajustes.

A mudança no valor deverá ser implementada de forma escalonada entre 2027 e 2028, de forma a evitar comprometer o equilíbrio das contas públicas.

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