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Summit Reforma Tributária aborda impactos da reforma na governaça das empresas

Com foco nos desafios e oportunidades da Reforma Tributária para os negócios, segunda edição do Summit Reforma Tributária aconteceu nesta quinta (26), no Novotel Recife Marina

Thatiany Lucena

Publicado: 26/03/2026 às 18:02

Evento foi promovido pela Associação Comercial de Pernambuco (ACP)/Foto: Marina Torres/DP Foto

Evento foi promovido pela Associação Comercial de Pernambuco (ACP) (Foto: Marina Torres/DP Foto)

A segunda edição do Summit Reforma Tributária reuniu, nesta quinta-feira (26) especialistas no setor para debater os principais aspectos sobre as decisões que impactam na governança das empresas no período de transição para as novas regras tributárias no Brasil. O evento aconteceu no Novotel Recife Marina, no Bairro do Recife.

Promovido pela Associação Comercial de Pernambuco (ACP), o Summit Reforma Tributária apresentou os desafios e as oportunidades diante das mudanças, trazendo orientações para empresários, contadores e profissionais do setor.

Entre os destaques da programação, o encontro abordou temas como a “A Reforma Tributária e o novo ambiente de Negócios digitais” e a “A Reforma Tributária e o papel da Tecnologia”. Neste ano, o Summit Reforma Tributária teve como foco a governança e a conformidade como estratégia para as empresas atravessarem o período de transição da reforma como um diferencial competitivo em relação ao mercado.

De acordo com o idealizador do evento e presidente da Associação Comercial de Pernambuco (ACP), Tiago Carneiro, o momento exige maior atenção dos empresários. “Apesar do nome, a reforma não está limitada somente à questão de tributos, ela envolve outras áreas, como a área da tecnologia, contabilidade e compras, das empresas. A reforma tem que passar por todos os setores de cada empresa para que o empresário possa tirar o melhor proveito dessas mudanças”, aponta.

Segundo Carneiro, uma das principais alterações da reforma é o princípio da não cumulatividade. Isso significa que, na prática, o tributo pago na etapa inicial da cadeia das empresas como produtos ou serviços vai gerar um crédito que pode ser compensado nas etapas seguintes.

“No final do final do mês, quando a empresa vai lá ver o montante que ela tem a recolher, o que ela gastou nessas contratações, vai poder usar para deduzir o valor que ela tem a pagar do IBS e da CBS. É importante essa aderência às normas para que as empresas possam aproveitar os créditos que têm direito e diminuir a tributação”, explica.

 

Papel da tecnologia na Reforma Tributária

O uso da tecnologia para otimizar o processo de transição tributária para os negócios foi abordado pelo advogado especialista em direito tributário e sócio-fundador da MMAB Consultoria de Negócios e VPAHB Advogados Associados, Willian Alves. Segundo ele, é importante que a tecnologia esteja presente na cultura das empresas para que os processos estejam integrados às novas regras.

“A tecnologia vai ser a base para toda e qualquer justificativa do contribuinte perante uma possível fiscalização da Receita ou da entidade que tiver interesse na operação tributária. Quando a gente fala em simplicidade, princípio da neutralidade, não cumulatividade, todos esses aspectos da Reforma, isso não daria certo se fosse só no papel e a tecnologia acaba trazendo uma apuração de dados em tempo real”, destaca.

De acordo com o advogado, é necessário que exista uma mudança de cultura nas empresas, com o investimento em informatização dos processos, principalmente no caso das empresas e estabelecimentos de pequeno porte, que ainda mantêm operações manuais, mais sujeitas a falhas.

“A ideia é que essa mudança seja cada vez mais enraizada, para que faça sentido para o empresário e ele entenda que existe ganho no tributário a partir de agora. A reforma tributária traz a necessidade do empreendedor entender que ele precisa se mexer, porque senão ele vai perder para ele mesmo”, analisa.

 

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