Grupo Fictor entra com pedido de recuperação judicial após crise ligada ao caso Banco Master
A companhia informou que busca preservar as operações e criar condições para renegociar as dívidas
Publicado: 02/02/2026 às 10:05
Sede da Fictor, em São Paulo (Foto: Reprodução)
O Grupo Fictor entrou com pedido de recuperação judicial, neste domingo (1), no Tribunal de Justiça de São Paulo, envolvendo as empresas Fictor Holding e Fictor Invest. A solicitação tem como objetivo reorganizar as finanças do conglomerado, que acumula cerca de R$ 4 bilhões em compromissos financeiros.
Em nota, a companhia informou que busca preservar as operações e criar condições para renegociar as dívidas, sem aplicação de descontos aos credores. Para isso, pediu à Justiça a concessão do prazo legal de 180 dias de suspensão de cobranças e bloqueios, período conhecido como “stay period”.
Segundo o grupo, a dificuldade de caixa teve início após o episódio envolvendo o Banco Master, que entrou em liquidação extrajudicial por decisão do Banco Central em novembro de 2025. Um consórcio liderado por um dos sócios da Fictor havia anunciado interesse na aquisição da instituição, mas a operação foi interrompida após a intervenção do BC, o que, de acordo com a empresa, gerou repercussão negativa e afetou sua credibilidade no mercado.
A Fictor afirmou ainda que, até então, mantinha histórico sem atrasos relevantes e que adotou medidas prévias de reestruturação, como redução de custos operacionais e do quadro de funcionários, antes de recorrer à recuperação judicial. A empresa destacou que essa decisão buscou resguardar os direitos trabalhistas.
Fundado em 2007, o Grupo Fictor atua em áreas como indústria alimentícia, energia, infraestrutura e meios de pagamento. No pedido encaminhado ao Judiciário, o conglomerado esclareceu que o processo não abrange suas subsidiárias, que seguirão operando normalmente. As informações são do portal g1.