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Operação Compliance Zero

Banco Central decreta liquidação da CBSF, ex-Reag, após operação da Polícia Federal

Antiga Reag Investimentos é investigada por suposta fraude bilionária envolvendo o Banco Master; medida do BC acontece um dia após ação da PF

Diario de Pernambuco e Estadão Conteúdo

Publicado: 15/01/2026 às 09:04

A Reag Investimentos, atualmente denominada CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A, é investigada na Operação Compliance Zero/Divulgação

A Reag Investimentos, atualmente denominada CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A, é investigada na Operação Compliance Zero (Divulgação)

Envolvida na investigação de uma fraude bilionária no Banco Master, a Reag Investimentos, atualmente denominada CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A., teve a liquidação extrajudicial decretada nesta quinta-feira (15) pelo Banco Central do Brasil (BC). A Polícia Federal investiga se fundos da gestora foram usados em fraudes junto ao Banco Master, liquidado em 18 de novembro.

Segundo a decisão, a liquidação foi adotada porque a CBSF, ex-Reag, infringiu normas que disciplinam as suas atividades. O BC alertou ao Ministério Público Federal sobre transações relâmpago feitas por vários fundos da Reag a partir de um empréstimo do Master.

A empresa tem sede em São Paulo e está no centro da segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada na quarta-feira (14), que apura um suposto esquema de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master.

Galípolo nomeou como liquidante a APS Serviços Especializados de Apoio Adminitrativo Ltda., tendo como responsável técnico Antonio Pereira de Souza. Ele já trabalhou ao menos na liquidação do Banco Bamerindus.

Durante a operação, João Carlos Mansur, fundador e ex-executivo da Reag Investimentos, foi alvo de mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça.

Operação Compliance Zero

Nesta quarta, 14, a Polícia Federal lançou a segunda fase da operação Compliance Zero, apurando o esquema bilionário de fraudes financeiras por meio de fundos da Reag. A corporação cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Daniel Vorcaro, dono do Master.

Na primeira fase da operação, Vorcaro chegou a ser preso um dia antes de o Master ser liquidado. Desde então, foi solto. Na noite de ontem, Galípolo teve uma reunião com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Não há informações detalhadas sobre a pauta.

O caso do Banco Master tornou-se um dos principais escândalos financeiros do país, gerando repercussão nacional e uma disputa institucional entre órgãos reguladores. Em novembro, o Banco Central já havia determinado a liquidação extrajudicial do próprio Banco Master, após surgirem suspeitas de fraude na venda de carteiras de crédito ao Banco de Brasília (BRB), em um negócio avaliado em R$ 12,2 bilhões.

Para o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o episódio pode representar a “maior fraude bancária da história do Brasil”.

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