° / °
Economia
COMBUSTÍVEL

Aumento do ICMS nos combustíveis deve chegar nas bombas a partir da próxima semana, avalia sindicato

Segundo o presidente do Sindcombustíveis Pernambuco, Alfredo Pinheiro Ramos, o reajuste começa a aparecer já na nota fiscal das distribuidoras

Mariana de Sousa

Publicado: 05/01/2026 às 18:37

Aumento combustível. /Foto: Crysli Viana/ DP Foto

Aumento combustível. (Foto: Crysli Viana/ DP Foto)

Com o aumento do ICMS sobre os combustíveis, autorizado a partir do dia 1º de janeiro, a expectativa é que o impacto nas bombas seja sentido pelos consumidores pernambucanos na próxima semana. A elevação do imposto foi definida pelo Conselho de Secretarias de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Confaz) e atinge a gasolina e o diesel, autorizando a alta de R$ 0,10 e R$ 0,05, respectivamente. Segundo o presidente do Sindcombustíveis Pernambuco, Alfredo Pinheiro Ramos, o reajuste começa a aparecer já na nota fiscal das distribuidoras.

“Aumento nunca é bom, pois impacta diretamente nos nossos custos operacionais. A gente acredita que os impactos poderão ser sentidos a partir da próxima semana, quando o mercado começar a repor seus estoques e consequentemente fazer suas contas”, explicou Ramos.

O presidente do sindicato explica, no entanto, que esse valor não chega de forma direta e isolada ao consumidor final. “O aumento começa na nota fiscal da distribuidora. Se o custo sobe 10 centavos, o posto é obrigado a repassar para conseguir comprar o próximo caminhão. Sem repasse, o capital de giro do posto é ‘comido’ pela inflação do combustível”, argumentou.

Apesar disso, ainda não existe uma estimativa oficial sobre o quantitativo do aumento que será repassado na bomba para o consumidor. De acordo com o Sindicombustíveis Pernambuco, cada posto faz o seu cálculo, mesmo o percentual do ICMS sendo igual para todos, pois cada posto tem sua estrutura para saber quanto irá absorver.

“Esses 10 centavos nunca chegam puros na bomba. Eles carregam o aumento proporcional das taxas de cartão (que incidem sobre o valor total), impostos e perdas operacionais. Por isso, no final, o ajuste precisa ser do tamanho dos seus custos”, afirmou Ramos.

O presidente do sindicato ainda explicou que, quando há reajuste nas distribuidoras, os preços acabam se ajustando de forma semelhante. “Se a distribuidora sobe para todo mundo, o mercado inteiro se ajusta por necessidade, não por combinação”, disse.

Segundo ele, muitas vezes os empresários deixam de repassar integralmente os custos para não perder consumidores. “Se um vizinho baixa para atrair fluxo, os outros são obrigados a acompanhar para não ficarem com o pátio vazio. O ‘preço igual’ é, na verdade, o limite que o mercado daquela região suporta”, explicou.

Etanol
Além da gasolina e do diesel, o etanol também vem registrando aumentos, especialmente no Nordeste. “Ele já aumentou também o álcool, e o Nordeste já vem com a finalização da safra e a gente há duas semana já vem, mesmo sem anúncio do governo, sofrendo por parte das distribuidoras aumentos”, disse.

Aumento combustível
Aumento combustível
Mais de Economia

Últimas

WhatsApp DP
Mais Lidas