O YouTube registrou em agosto sua maior queda mensal de 2026, ao recuar de 23,2% para 21,7% na participação no consumo de vídeo. A plataforma havia atingido seu melhor resultado em julho, com 23,2%, impulsionada pela transmissão da Copa do Mundo feita pela CazéTV.
O recuo de 1,5 ponto percentual interrompeu uma trajetória de crescimento que durou quatro meses consecutivos. Desde março, quando registrava 20,9%, o YouTube avançou para 21,3% em abril, 21,5% em maio e 22,8% em junho. Nesse período, acumulou ganho de mais de 3 pontos percentuais, que coincidiu com a reta final do Mundial.
A volta da TV linear após meses de queda
Enquanto o YouTube perdia força, a televisão linear recuperou espaço deixado nos três meses anteriores. A TV aberta saltou de 55% para 55,5%, enquanto a TV paga também apresentou crescimento, porém mais expressivo, passando de 6,7% para 7,4% — elevando a participação total do segmento linear de 61,7% para 62,8%.
Esse reequilíbrio se refletiu no consumo geral de vídeo online, que recuou de 38,3% para 37,2% em agosto. Os dados do Ibope abrangem domicílios de 15 regiões metropolitanas e contabilizam o consumo em televisores, celulares e computadores.
Netflix cresce; TikTok e menores plataformas se estabilizam
Entre os serviços de streaming, a Netflix foi uma das poucas que cresceram, passando de 5,3% para 5,5% de participação. O TikTok, por sua vez, sofreu leve retração, caindo de 5,4% para 5,3%, enquanto o YouTube manteve a liderança entre as plataformas online.
Outro popular streaming, o Globoplay repetiu seu menor índice do ano, com 1,5%, enquanto o Amazon Prime Video permaneceu estável, em 1,1%. Streamings como Disney+ e HBO Max fecharam o mês sem alteração, em 0,5% e 0,4%, respectivamente. Já os serviços menores permaneceram estáveis.










