Falecido nesta terça-feira, 22, Geraldo Antônio de Carvalho, conhecido artisticamente como Rick, nasceu em Porto Nacional (TO) no dia 5 de dezembro de 1966 e se mudou para Brasília aos seis anos. Ivair dos Reis Gonçalves, que adotou o nome artístico Renner, nasceu em 19 de novembro de 1971.
Apesar de formarem uma das duplas mais emblemáticas do sertanejo brasileiro, os dois não eram irmãos nem tinham qualquer parentesco familiar. A forte ligação que os uniu foi puramente profissional. A parceria começou nos anos 1980 em Brasília, quando Rick e Renner iniciaram sua trajetória se apresentando em bares locais.
Antes de consolidar a dupla com esses nomes, chegaram a trabalhar sob a alcunha de Rick e Ray, registrando um LP independente que abriu portas para oportunidades maiores na indústria fonográfica.
Do início ao primeiro sucesso
Renner começou sua jornada musical aos 14 anos como cantor de rock e precisou amadurecer rapidamente. Aos 16, tornou-se pai e passou a usar seus ganhos com a música para ajudar no sustento da família. Os primeiros passos da dupla ocorreram em bares, onde ganharam visibilidade e conseguiram gravar um disco independente.
O grande impulso veio quando Zezé Di Camargo e Luciano os apresentaram ao produtor Manoel Nenzinho Pinto, que viabilizou a gravação do primeiro álbum pela gravadora Continental. Nesse disco estavam músicas que se tornariam clássicos: Você Decide, Olhando nos Teus Olhos, Mal de Amor e A Gente Sempre se Entende.
O repertório criado pela dupla começava a conquistar espaço nas rádios e no coração do público.
O fenômeno “ela é demais”
O grande salto na carreira ocorreu em 1998 com o lançamento do álbum Mil Vezes Cantarei, que trouxe o hit Ela é demais. A faixa permaneceu por cinco meses consecutivos nas paradas de sucesso e se consolidou como o maior símbolo da trajetória de Rick e Renner, mantendo-se como sua música mais tocada nas plataformas de streaming até os dias atuais.
No ano seguinte, o álbum Instante Mágico ampliou ainda mais o alcance da dupla com músicas como Muleca. Cara-de-Pau, Fim de Semana e Na Pontinha do Pé, esta última com a participação do grupo Molejo.
Ao longo dos anos 2000, Rick e Renner consolidaram uma carreira sólida com álbuns que venderam mais de 7 milhões de discos até 2007, realizando em média 150 shows por ano.
Separações e retorno aos palcos
Em 2003, para marcar dez anos de trabalho conjunto, lançaram um álbum acústico com releituras de seus maiores sucessos, além do primeiro DVD do projeto. Esse marco reforçou o status dos cantores no cenário do sertanejo brasileiro, que já contabilizava 16 CDs e dois DVDs produzidos pela dupla até o início dos anos 2010.
No fim de 2010, Rick e Renner anunciaram a interrupção da parceria após 25 anos de trajetória conjunta. Rick seguiu com o projeto solo Rick Sollo enquanto Renner investiu em carreira gospel. Contudo, a separação não representou rompimento — em 2012, retomaram a parceria e continuaram se apresentando juntos, ainda que com períodos de afastamento ao longo dos anos.










