O Senado Federal aprovou uma emenda constitucional que encerra a escala 6×1 no Brasil. A medida reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, garante dois dias de descanso remunerado por semana e não permite redução salarial. A mudança será implementada 14 meses após a publicação oficial da medida.
Na comparação com as maiores economias do mundo, o Brasil ocupa posição intermediária em horas médias de trabalho. Os trabalhadores brasileiros trabalham, em média, 39 horas por semana, mais que canadenses e australianos, mas menos que indianos e chineses, que lideram a lista do G20 com 47 e 46 horas, respectivamente.
Como o Brasil se posiciona entre as grandes economias
A Índia lidera em carga horária, com média de 47 horas por semana, seguida pela China com 46 horas. México e Turquia ficam ambos em 44 horas, enquanto a África do Sul registra 43 horas semanais de jornada média. O Brasil está no meio da tabela, junto com a Rússia em 39 horas semanais.
A Coreia do Sul e os Estados Unidos trabalham 38 horas em média, enquanto Argentina e Japão registram 37 horas. França, Itália e Reino Unido mantêm 36 horas, e Alemanha fica em 34 horas por semana. Países como Canadá e Austrália têm as menores médias do grupo, com apenas 32 horas semanais.
O que muda com a nova lei
A contagem dos 14 meses começará depois da promulgação pelo Congresso Nacional e da publicação no Diário Oficial da União. Ao final desse período, a jornada máxima cairá para 40 horas semanais, com dois dias de descanso remunerado e sem redução nos salários dos trabalhadores.
Os dados comparativos são médias aproximadas entre países do G20 e não representam limites legais uniformes — cada nação possui regulamentações próprias. A União Europeia e a União Africana também integram o grupo, enquanto a Arábia Saudita não possui registros de média semanal de horas trabalhadas na Organização Internacional do Trabalho.
Se a jornada cai para 40 horas, meu salário vai diminuir?
Não, e a lei garante expressamente que não haverá redução salarial com a mudança. Os trabalhadores receberão o mesmo salário que recebem agora. A jornada, hoje de 39 horas em média e com possibilidade de chegar a 44, ficará limitada a 40 horas semanais, com dois dias de descanso remunerado.










