As três cores dos semáforos têm origens distintas e chegaram ao modelo atual por caminhos separados. O vermelho vem de códigos de alerta usados desde a Roma Antiga, o verde substituiu o branco depois de um acidente ferroviário no século 19, e o amarelo foi adicionado em 1917 pelo policial e inventor William Potts, em Detroit, nos Estados Unidos.
A troca do branco pelo verde
Nas ferrovias inglesas dos anos 1830, o sistema usava vermelho para parar e branco para avançar. O problema era que a luz branca se confundia facilmente com lampiões comuns e luminárias sem proteção. Certa vez, a lente vermelha de um farol caiu e deixou a lâmpada nua exposta. Os maquinistas interpretaram a claridade como sinal de via livre e dois trens colidiram.
Depois do acidente, o verde foi adotado no lugar do branco por ter alta visibilidade e não ser confundido com outras fontes de luz. O vermelho já era associado ao perigo desde o período romano, o que ajudou a manter sua função de parada total.
A chegada do amarelo
Quando os primeiros veículos motorizados começaram a circular nas cidades, ficou claro que a transição direta entre vermelho e verde era perigosa. Os carros não tinham espaço suficiente para frear com segurança durante a mudança brusca de sinal. Potts resolveu o problema ao incluir o amarelo como fase intermediária, dando ao motorista tempo para desacelerar antes da parada.
Antes disso, o engenheiro britânico John Peake Knight já havia testado um sistema manual de sinalização nas ruas no século 19, com placas coloridas de dia e lampiões a gás à noite. O projeto foi abandonado depois que um vazamento no sistema causou uma explosão e feriu gravemente o policial que operava o equipamento.
Com o modelo elétrico consolidado, a engenharia de tráfego também definiu o posicionamento vertical fixo, vermelho no topo, amarelo no centro e verde embaixo. Essa ordem permite que pessoas com daltonismo identifiquem o comando ativo pela posição da luz, sem precisar diferenciar as cores.










