A Caixa Econômica Federal começará a pagar neste mês de outubro o Bolsa Família com reajuste de 15,04%. O valor mínimo por família subiu de R$ 600 para R$ 691, enquanto a média de pagamento alcançou R$ 777 — um incremento de aproximadamente R$ 100 por família. Os repasses serão iniciados no dia 19.
Cerca de 19 milhões de famílias em todo o Brasil são beneficiadas pelo reajuste, incluindo mais de 3,4 milhões no Rio de Janeiro. Os repasses ocorrem de forma escalonada conforme o último dígito do Número de Identificação Social (NIS).
Calendário de pagamentos
Beneficiários com NIS de final 1 recebem no dia 19. Os demais seguem um cronograma até 30 de outubro, quando recebem aqueles com NIS de final 0. As datas seguintes são: final 2 no dia 20; final 3 no dia 21; final 4 no dia 22; final 5 no dia 23; final 6 no dia 26; final 7 no dia 27; final 8 no dia 28; e final 9 no dia 29.
Os beneficiários podem movimentar os valores pelo aplicativo Caixa Tem, sem necessidade de ir até uma agência da Caixa Econômica Federal. Também é possível usar o cartão virtual para compras em estabelecimentos comerciais, fazer saques em terminais de autoatendimento, casas lotéricas e correspondentes bancários.
Como o novo formato funciona
O programa agora reúne quatro componentes distintos, e o Benefício de Renda da Cidadania, pago a cada integrante da família, aumentou de R$ 142 para R$ 164. Famílias com crianças de 0 a 7 anos incompletos recebem ainda o Benefício Primeira Infância, que subiu de R$ 150 para R$ 173 por criança.
Gestantes, lactantes e crianças e adolescentes entre 7 e 18 anos incompletos têm direito ao Benefício Variável Familiar, que passou de R$ 50 para R$ 58 por integrante. O Benefício Complementar garante que a soma das parcelas não fique abaixo de R$ 691. Quando o total fica inferior ao piso, o benefício cobre a diferença.
Quem tem direito ao benefício
A elegibilidade depende da renda familiar mensal de até R$ 218 por pessoa. Para verificar se a família se enquadra, divide-se a renda total pelo número de pessoas na casa — se o resultado ficar abaixo de R$ 218, há direito ao benefício.
Um exemplo: se há oito pessoas e uma delas ganha um salário mínimo de R$ 1.621, a renda per capita fica em R$ 202,62, dentro do limite. Além do critério de renda, beneficiários precisam manter crianças e adolescentes na escola, fazer acompanhamento pré-natal no caso de gestantes e manter as carteiras de vacinação em dia.
A família deve manter o Cadastro Único atualizado quando houver mudanças na composição familiar. Endereço, renda ou situação escolar devem ser revisados no máximo a cada 24 meses para evitar a interrupção do pagamento.










