Cecília Flesch, ex-apresentadora da GloboNews, revelou em entrevista ao podcast RedCast que recebia um salário de R$ 8 mil brutos por mês depois de mais de uma década na emissora. A passagem pela GloboNews começou por volta de 2006, e o valor representava uma evolução em sua trajetória profissional.
A apresentadora contou ainda que recebeu um aumento após o nascimento da filha, Duda, em 2017, e que a remuneração cresceu nos anos seguintes, sobretudo depois de se mudar para São Paulo. Embora tenha ficado satisfeita com esse crescimento em um primeiro momento, a situação mudaria pouco depois.
A demissão que marcou fim de ciclo
Flesch apresentava o Em Ponto, programa matinal do canal de notícias. Seu vínculo de 17 anos com o Grupo Globo terminou em 13 de junho de 2023, após a repercussão de trechos de uma entrevista que ela concedeu ao podcast É Nóia Minha? e que viralizaram nas redes sociais.
Na ocasião, ela teceu críticas à programação do canal, afirmando que havia excesso de “política e economia, economia e política, política e economia”, e também confessou jogar no celular durante as transmissões ao vivo. Quando comunicada da demissão, porém, Flesch alegou que o motivo oficialmente apresentado não foram as falas. Seu chefe informou que o canal passava por reformulação e ela deixaria de integrar os quadros.
Contradições que permanecem
A jornalista ainda apontou uma inconsistência: apesar da alegada reformulação, a GloboNews continuou com praticamente a mesma estrutura, apenas com a entrada de um novo integrante na equipe. Relatos posteriores indicaram que Flesch presenciou boicotes.
Mentiras e censura nos últimos meses que antecederam seu desligamento, situação que agravou sua insatisfação com o rumo de sua carreira no canal antes do desfecho. Ela não revelou qual era sua remuneração no momento em que foi demitida, mantendo essa informação em sigilo mesmo na conversa com o RedCast.
Perspectiva atual
Passados alguns anos, Flesch mantém postura positiva sobre sua trajetória profissional. Declarou em conversas públicas que, embora financeiramente esteja “infinitamente mais pobre” após deixar a emissora, sente-se “mais feliz”. A maior insatisfação que já vivia antes da demissão tornou o desfecho menos traumático do que poderia parecer externamente, segundo sua própria avaliação.










