Uma das principais montadoras do mercado automotivo nacional, a chinesa BYD revelou o interior da segunda geração do Seagull (nome original do Dolphin Mini) com um painel de instrumentos diferente do convencional.
As informações de condução deixam de aparecer em um quadro dedicado e passam para a tela central flutuante, posicionada à frente do motorista. A solução foi popularizada pelos elétricos da Tesla.
O redesenho da cabine acompanha os registros de homologação junto ao Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China e os esboços da carroceria revelados nesta semana. O console central também mudou. No lugar do câmbio em haste atrás do volante de dois raios, o novo layout traz uma fileira horizontal de botões físicos abaixo das saídas de ar centrais.
Crescimento estrutural e ampliação de capacidade
O novo Seagull ficou maior que o modelo anterior. O comprimento passou de 3,78 m para 4,205 m, representando um aumento de 425 mm, enquanto a largura cresceu 95 mm, para 1,81 m, e a altura subiu 30 mm, para 1,57 m.
O entre-eixos, que define o espaço para os passageiros, aumentou 150 mm, para 2,65 m. Com isso, o veículo passou de quatro para cinco lugares. O novo Seagull é mais comprido que o Dolphin tradicional — cujo comprimento varia entre 4,125 m e 4,150 m —, mas mantém entre-eixos 50 mm mais curto.
A ponte elevada no console central agora abriga dois porta-copos e um carregador de celular sem fio, com espaço de armazenamento abaixo. Os puxadores das portas trocaram o formato de asa pelo convencional.
Potência e autonomia ampliadas
O motor síncrono de ímã permanente TZ164XYB, produzido pela Zhengzhou BYD Auto, oferece 95 kW — o equivalente a 127 cavalos de potência — em ambas as versões homologadas. As baterias LFP da FinDreams têm capacidade de 30 kWh e 39,2 kWh, com autonomias de 320 km e 420 km, respectivamente, no ciclo CLTC chinês. No ciclo WLTP, considerado mais rigoroso, os números caem para aproximadamente 259 km e 340 km.
A velocidade máxima cresce de 130 km/h para 150 km/h. Uma das configurações inclui LiDAR no teto, associado a radares dianteiro, traseiro e laterais integrados ao sistema DiPilot 300, batizado de God’s Eye B. O sistema oferece funções de condução assistida, embora a fabricante ainda não tenha detalhado a distribuição desses equipamentos entre as versões.
Posicionamento no mercado e chegada ao Brasil
O principal concorrente direto é o Geely Xingyuan, conhecido como Geely EX2 fora da China, que mede 4,135 m de comprimento e mantém entre-eixos de 2,650 m. O Geely vendeu 39.651 unidades em agosto, quase quatro vezes mais que o Seagull.
No Brasil, a nova geração do Dolphin Mini tem chegada prevista por volta de 2028, conforme confirmou Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD. Inicialmente, o modelo deverá conviver com a versão atual, fabricada em Camaçari, na Bahia.










