A sucuri-verde, considerada a maior cobra do Brasil, não mata suas presas quebrando ossos, como costuma aparecer em filmes e histórias populares. A serpente utiliza a técnica da constrição, envolvendo o corpo da vítima para interromper a circulação do sangue e reduzir o fornecimento de oxigênio aos órgãos, levando o animal à morte.
Como não possui peçonha, a sucuri depende da força muscular para capturar suas presas. O objetivo não é esmagar o esqueleto, mas impedir que o sistema circulatório continue funcionando normalmente.
Sucuri-verde
De acordo com o biólogo Cláudio Machado, a ideia de que a sucuri quebra os ossos das presas foi reforçada por obras de ficção, como o filme Anaconda, e por relatos exagerados que não encontram respaldo científico.
O especialista explica que o maior exemplar oficialmente registrado da espécie media cerca de oito metros de comprimento. Histórias sobre serpentes com 10, 12 ou até 15 metros não foram comprovadas por pesquisas ou registros científicos.
A sucuri-verde vive principalmente em áreas alagadas da Amazônia e do Pantanal, onde encontra melhores condições para se locomover e caçar. Sua alimentação inclui capivaras, antas, cervos, aves, jacarés e grandes lagartos.
Outras espécies
Além da sucuri-verde, o Brasil abriga outras espécies do gênero Eunectes. Entre elas está a sucuri-amarela, encontrada em áreas de pântano no Brasil, Paraguai e Argentina. Embora tenha porte menor, ela utiliza a mesma estratégia de captura baseada na constrição.
Outra espécie presente no país é a Eunectes deschauenseei, considerada rara e com distribuição restrita ao extremo norte do território brasileiro. Por ser pouco estudada e ter ocorrência limitada, ainda é uma das serpentes menos conhecidas da fauna nacional.
A técnica utilizada pelas sucuris é resultado de milhões de anos de evolução e permite que esses répteis capturem presas de grande porte sem a necessidade de veneno, utilizando apenas a força muscular para interromper a circulação sanguínea.










