A multinacional Electrolux iniciou uma reestruturação industrial na Europa que deve resultar na demissão de cerca de três mil trabalhadores. O plano inclui o fechamento de fábricas na Itália e na Hungria, além da paralisação de linhas de montagem. Segundo o Portal Tempo Novo, a velocidade dos processos varia conforme fatores econômicos e negociações locais. No Brasil, as operações da empresa continuam sem previsão de cortes relacionados a essa reestruturação.
Crise trabalhista na Itália
A situação mais delicada está na Itália, onde a Electrolux pretende eliminar cerca de 1.700 postos de trabalho, cerca de 40% do quadro total no país, que conta com 4.500 funcionários. O fechamento da fábrica de Cerreto d’Esi, que produz coifas e emprega 170 pessoas, está previsto. Além disso, a produção nas unidades de Susegana, Forli, Solaro e Porcia deve ser reduzida.
A proposta gerou protestos imediatos. Sindicatos como FIM, FIOM e UILM organizaram uma paralisação de oito horas e acionaram o governo italiano. Sob pressão, a empresa suspendeu temporariamente as demissões e o fechamento da unidade de Cerreto d’Esi para negociar alternativas com representantes dos trabalhadores.
Fechamento na Hungria e impactos financeiros
Na Hungria, a fábrica de Jászberény, responsável pela produção de refrigeradores, encerrará as atividades até o final de 2026. Cerca de 600 funcionários serão afetados, com opções para desligamento voluntário, transferência ou aposentadoria. A sede administrativa em Budapeste continuará operando normalmente.
A reestruturação gerará um custo extraordinário de 600 milhões de coroas suecas, metade em desembolsos financeiros diretos. A empresa justifica as mudanças pela estagnação das vendas, aumento dos custos de energia e transporte e concorrência de marcas asiáticas de baixo custo. O objetivo é concentrar a produção em polos maiores e ampliar o uso de fornecedores externos para melhorar as margens de lucro.
Situação no Brasil
No Brasil, a Electrolux mantém operação estável e perspectiva positiva para 2026, impulsionada pelo crescimento nas vendas. A empresa investiu R$ 700 milhões na inauguração de uma nova planta em São José dos Pinhais (PR), iniciada em 2025. Enquanto isso, as negociações na Europa seguem para definir o futuro das fábricas italianas.










