Com um plano de redução de custos, a Nissan, uma das principais montadoras de automóveis do mundo, anunciou a eliminação de aproximadamente 20 mil postos de trabalho em diferentes países, o equivalente a cerca de 15% de seu quadro global.
A transformação reflete a tentativa da empresa de recuperar rentabilidade em mercados cruciais como os Estados Unidos e a China. O prejuízo anual da montadora atingiu US$ 4,5 bilhões, o que reforça a necessidade de reestruturação.
A meta final é transformar a Nissan em uma companhia menor, mais enxuta e capaz de gerar lucro vendendo menos veículos. Os números mais recentes indicam que o programa começou a produzir resultados financeiros positivos.
Nissan reduz fábricas e produção com demissões em massa
A estratégia prevê a redução da estrutura mundial de produção da Nissan de 17 para 10 unidades, o que representa o corte de sete plantas. Alguns encerramentos já ocorreram, enquanto outros envolvem a transferência ou a venda de unidades.
Fábricas históricas no Japão têm data definida para encerrar operações, enquanto a Nissan encerrou a montagem de veículos na Argentina e no México. A fábrica CIVAC no México, primeira unidade da Nissan aberta fora do Japão, foi uma das selecionadas para encerrar suas operações.
A empresa também pretende encerrar sua joint venture com a Mercedes-Benz na planta COMPAS após o fim da produção dos modelos QX50 e QX55 em 2025. Além disso, desistiu de construir uma fábrica de baterias elétricas no Japão com subsídios governamentais.
Demissões distribuídas por regiões e funções
Os cortes não acontecem simultaneamente: a Nissan distribui o processo por diferentes mercados e setores administrativos, comerciais, logísticos e industriais. Na Europa, a empresa confirmou uma redução de aproximadamente 900 empregos, cerca de 10% do quadro regional.
Essa medida atinge principalmente as áreas administrativas e de armazenagem, além de reduzir camadas de gestão e simplificar estruturas internas. O processo começou com aproximadamente 9 mil cortes previstos, mas a Nissan aprofundou o Plano Re em maio de 2025. e anunciou outros 11 mil desligamentos, elevando o total para aproximadamente 20 mil.
Fusão com Honda e recuperação em curso
A Nissan foi sondada para uma fusão com a Honda, mas o plano foi abortado, deixando a montadora na trilha da reestruturação autônoma. Após uma sequência de resultados ruins, o chamado Plano Re nasceu como resposta à estratégia autônoma da montadora e à perda de participação em mercados-chave. O plano reflete a necessidade urgente de transformação para a sobrevivência competitiva da marca.










