Um caminhão comprado para virar fonte de renda de uma família em Mogi das Cruzes, no interior de São Paulo, se transformou em prejuízo e uma dor de cabeça para Edson e Douglas semanas depois da negociação. O veículo veio com um laudo que atestava a estrutura como aprovada, no entanto, as falhas mecânicas surgiram rápido demais para o que os dois esperavam do investimento.
A dupla precisava do caminhão rodando para gerar receita, e viu esse plano travar assim que os problemas apareceram. Enquanto o veículo ficava parado, as parcelas do financiamento seguiam vencendo e foram se acumulando sem que houvesse dinheiro entrando para cobrir os boletos.
Falhas que o laudo inicial não mostrou
Exames feitos depois da compra apontaram um risco à segurança de quem dirige o caminhão: a longarina apresentava falhas e o chassi estava trincado. Esses são pontos estruturais do veículo, responsáveis por sustentar o peso da carga e garantir estabilidade em curvas e freadas — quando comprometidos, o risco de acidente aumenta.
Foi diante desse cenário que Edson e Douglas procuraram o Xerife do Consumidor, quadro do programa Balanço Geral, exibido pela Record, e que já foi responsável por mediar casos parecidos envolvendo veículos com defeito oculto. A ideia era buscar uma saída rápida, já que o caminhão parado significava conta no vermelho todo mês.
Acordo prevê prazo de 30 dias
A mediação aconteceu na própria loja, com o apresentador Jorge Wilson à frente da negociação. No início houve divergência sobre quem seria responsável pelos erros identificados no laudo cautelar, já que a concessionária questionava a extensão real dos danos.
Depois de conversas mais duras, Diego, representante da loja, aceitou resolver a pendência em até 30 dias, incluindo a devolução parcial dos valores já pagos pela família. O acordo ficou como provisório, e o cumprimento do prazo será o que vai definir se o caso se encerra sem precisar de nova intervenção.
Para Edson e Douglas, o próximo mês será decisivo: ou a concessionária resolve o caminhão e devolve parte do dinheiro. Ou a dupla volta a cobrar uma solução para não perder de vez o que investiram no veículo.










