Elon Musk perdeu US$ 724,9 bilhões em pouco mais de um mês, cerca de R$ 3,72 trilhões. No mesmo período, MacKenzie Scott, ex-mulher de Jeff Bezos, doou US$ 7 bilhões para instituições de caridade. Os dois movimentos bilionários, em direções opostas, marcaram as últimas semanas entre os nomes mais ricos do planeta.
A queda no patrimônio de Musk tem origem no mercado de ações. No dia 16 de junho de 2026, as ações da SpaceX atingiram US$ 225,60 na Nasdaq, levando a fortuna do empresário a US$ 1,45 trilhão. Foi o momento em que ele se tornou o primeiro trilionário da história, segundo a Forbes.
A queda de Musk
A marca durou doze dias. As ações da SpaceX começaram a cair e chegaram a US$ 115,10 no fechamento do dia 24 de julho. Somado a um revés no lançamento do foguete Starship e a ajustes nos papéis restritos da Tesla, o tombo reduziu o patrimônio de Musk para US$ 725,1 bilhões em 27 de julho, uma perda de 50% em relação ao pico. Ainda assim, ele segue como a pessoa mais rica do mundo, posição que ocupa desde maio de 2024.
MacKenzie e as doações
Enquanto isso, MacKenzie Scott distribuiu US$ 7 bilhões ao longo de 2025 para projetos nas áreas de habitação e diversidade. O dinheiro vem do patrimônio que ela ficou no divórcio com Bezos, quando reteve 25% das ações do casal, equivalente a 4% da Amazon e avaliado à época em US$ 35 bilhões.
O valor doado no último ano representa 1% de todas as doações registradas nos Estados Unidos no período, superando os repasses de Michael Bloomberg, que doou US$ 4,3 bilhões, e de Bill Gates, com US$ 3,7 bilhões, segundo o relatório Giving USA 2026, publicado pela Fortune.
Desde o divórcio, Scott já doou cerca de US$ 26 bilhões no total, valor superior a tudo que o próprio Bezos destinou à caridade ao longo da vida. Hoje, o fundador da Amazon ocupa a terceira posição no ranking global de bilionários, com fortuna estimada em US$ 243,2 bilhões.










