A Nissan pretende vender 500 mil veículos por ano na América Latina até 2027. Isso representa um crescimento de 17% em relação ao desempenho registrado pela marca japonesa no ano fiscal de 2025, encerrado em março de 2026, quando a montadora comercializou 427 mil veículos na região.
Para atingir essa meta, a fabricante asiática precisa acrescentar cerca de 73 mil veículos às vendas nos principais mercados do continente. A expansão ocorre em um momento crítico para a empresa. Ivan Espinosa, de 46 anos, assumiu como CEO após negociações fracassadas de uma possível fusão com a Honda. Sob sua liderança, a Nissan enfrenta dificuldades financeiras, e no último ano fiscal, a montadora registrou prejuízo de US$ 3,54 bilhões, entre os maiores da Fortune Global 500.
Em resposta, o plano Re:Nissan, anunciado em maio de 2025, prevê economizar 500 bilhões de ienes, fechar sete fábricas em diferentes lugares, além de demitir 20 mil pessoas em todo o mundo.
Renovação do portfólio e eletrificação
Para viabilizar o crescimento na América Latina, a Nissan anunciou seis novos veículos e três tecnologias eletrificadas que chegarão à região nos próximos 12 meses. O portfólio regional será renovado até o fim de 2027. Entre os projetos confirmados estão o Frontier Pro PHEV, o Nissan N7, o NX8, o X-Trail e-Power e a versão renovada do Versa.
O N7 e o NX8 já foram vistos em testes no Brasil, enquanto a chegada do X-Trail e-Power ao país tem data confirmada. A Nissan, porém, ainda não detalhou quais desses modelos fazem parte dos seis lançamentos para a América Latina.
Brasil, México e Argentina como pilar regional
Brasil, México e Argentina concentram a operação regional da Nissan. Os três países responderam juntos por 85% das vendas acumuladas desde a integração realizada em novembro de 2023. Nesses países, modelos como Kicks, Versa e Frontier estão entre os mais vendidos e sustentam a presença da marca.
Além disso, 87,4% dos veículos vendidos pela Nissan na América Latina são fabricados localmente. A região representa 15% das vendas globais da Nissan e 25% de sua produção mundial, o que a torna central para a recuperação financeira da montadora nos próximos anos.










