O empresário cearense Emilio Guerra, e seu pai, Antonio Guerra, fundaram em 1997 uma loja de roupas que agora em 2026 já possui 72 lojas. Para esse ano 2026, a meta é abrir de seis a oito novas lojas, incluindo mercados fora do eixo tradicional de atuação no Norte e no Nordeste.
Da jardinagem nos EUA à moda masculina
Antes de virar empresário, o fundador viveu um período de formação prática longe do Brasil. Em 1991, durante um intercâmbio nos Estados Unidos, ele cortava grama e removia neve para se sustentar. Segundo ele, essas atividades ensinaram disciplina e foco em entregar resultado.
De volta ao país, formou-se em Direito e completou pós-graduação em gestão estratégica empresarial, além de formação em branding pelo Insper. Passou por captação de imóveis, corretagem e representação comercial de moda antes de identificar uma lacuna real no mercado.
Um nicho entre o popular e as grifes
No início dos anos 1990, o mercado de roupas masculinas se dividia entre butiques caras e redes populares, com menos atenção à qualidade e às tendências. A proposta se desdobra hoje em oito linhas distintas: Essential, Casual, Motion, Tech, Business, Premium, Forward e Junior. A estratégia inclui mais de 400 lançamentos por temporada, que renovam o catálogo.
Franquias como motor da expansão
O crescimento da rede se apoia principalmente no modelo de franquias. A empresa trata o franqueado como sócio local, que conhece as particularidades de cada cidade. Essa lógica orienta a escolha de novos mercados e prioriza regiões onde ainda há espaço para consumo pouco explorado.
Com 72 unidades ativas em 14 estados, a companhia projeta alcançar todo o território nacional em três anos. O plano inclui avançar para o Centro-Oeste, o interior paulista e regiões ligadas ao agronegócio. A meta de crescimento para 2026 é próxima dos 10% registrados no fim de 2025, sustentada pela abertura de novas franquias fora da base tradicional.
Adaptação como rotina de gestão
Manter uma rede franqueada em expansão exige resolver problemas diários e desenvolver equipes em diferentes praças do país. Essa adaptação marca a rotina de quem administra negócios com múltiplos sócios locais em regiões distintas.










