No Leblon, as obras de demolição da mansão apontada como a mais cara do país, com avaliação de R$ 220 milhões, tiveram início em 3 de setembro. No lugar do imóvel será erguido o Estância Pernambuco, empreendimento de dez casas de alto padrão com projeto do arquiteto Thiago Bernardes, também autor do Museu de Arte do Rio.
A previsão é de que os trabalhos de derrubada do imóvel se estendam por cerca de três meses.
Do passado à herança arquitetônica
Com mais de 11,2 mil metros quadrados, o terreno onde ficava a antiga mansão está localizado no Jardim Pernambuco, área que opera como um condomínio fechado dentro do bairro do Leblon. Construída em meados de 1986 pela família Amaral.
Proprietária da rede de supermercados Disco, a residência contava com seis suítes, 18 banheiros, biblioteca de dois andares, academia, sauna e diversas salas de estar e reunião.
Um condomínio pensado para a região mais cara do país
Cada uma das dez casas do Estância Pernambuco terá implantação centralizada em seu lote e projeto de fachada próprio, sem repetições. Os compradores podem participar do desenvolvimento do projeto com a construtora e o arquiteto e ajustar as plantas às necessidades de suas famílias.
Os terrenos variam de 907 m² a cerca de 4 mil m², com áreas construídas de 944 m² a 1.500 m². Os valores iniciais começam em R$ 23 milhões por terreno, variando conforme tamanho e acabamentos.
Sete das dez casas já foram vendidas antes mesmo da demolição avançar, negociadas por uma média de R$ 35 milhões, com preços entre R$ 24 milhões e R$ 42 milhões. O valor geral de venda do empreendimento é estimado em cerca de R$ 360 milhões.
Localização e vistas privilegiadas
Uma característica presente em todos os lotes é a visão conjunta do mar, da Lagoa Rodrigo de Freitas e do Cristo Redentor — combinação difícil de encontrar em outros imóveis da região. O Jardim Pernambuco mantém o título de região com o metro quadrado mais caro do Brasil.
E fica próximo a restaurantes de chefs premiados e polos de moda e beleza da Zona Sul do Rio de Janeiro. Os compradores das casas vendidas são brasileiros, em sua maioria cariocas. Entre eles estão empresários do mercado financeiro, advogados e bilionários ligados ao agronegócio.
Infraestrutura e espaços compartilhados
O empreendimento reserva 8 mil m² de mata nativa e um bosque exclusivo para os moradores. Com trilhas, mirantes e um lago que reproduzem o clima de uma casa de campo dentro do bairro. O projeto inclui quadras esportivas e um sistema de deslocamento interno que integra o condomínio ao Jardim Pernambuco como um todo.
O acesso veicular fica em nível subsolo, separado da circulação de pedestres, criando dois pontos de controle de segurança e reduzindo ruído dentro dos lotes.










