A mansão da família Safra, localizada no bairro do Morumbi em São Paulo, ocupa a 11ª posição entre as maiores residências particulares do mundo, segundo levantamento da revista Architectural Digest.
Com 11 mil metros quadrados de área, 130 cômodos distribuídos em cinco andares residenciais e um heliponto próprio, a propriedade reflete a escala e a sofisticação de palácios históricos europeus.
O ranking da Architectural Digest coloca a residência brasileira atrás de monumentos como o Palácio de Versalhes. Na França, e do Palácio de Buckingham, em Londres, mas à frente da Casa Branca, sede do governo dos Estados Unidos.
Projeto inspirado em arquitetura europeia
Projetada pelo arquiteto francês Alain Raynaud e concluída em 1995, a mansão foi construída a partir de referências estéticas de palácios romanos e do Palácio de Versalhes. O paisagismo foi criado por Burle Marx, e a obra buscou reproduzir a grandiosidade de monumentos europeus em proporções adaptadas ao contexto brasileiro.
O projeto arquitetônico buscou transformar a residência em um espaço inspirado em ícones da arquitetura clássica, com proporções menores que as dos originais.
Sigilo e privacidade marcam a residência
Detalhes sobre a decoração interna e a distribuição específica dos 130 cômodos permanecem restritos ao público. A família Safra mantém um perfil discreto há décadas, e fotos ou registros internos da mansão praticamente não circulam publicamente, reforçando o caráter reservado da residência.
O acesso ao imóvel limita-se a convidados e ocasiões formais especiais. Essa privacidade contrasta com sua posição internacional entre as maiores residências do planeta, caracterizando uma propriedade que une grandiosidade arquitetônica com restrição de acesso.
Herança e administração atual
Vicky Safra, viúva do banqueiro Joseph Safra, administra atualmente a mansão. Nascido no Líbano e naturalizado brasileiro, Joseph Safra foi identificado pela revista Forbes como o homem mais rico do Brasil em vida. E comandou o banco de mesmo nome até sua morte, em 2020.
A partilha dos bens gerou uma disputa judicial entre os herdeiros, que durou quatro anos. Um acordo entre as partes encerrou a controvérsia sobre um dos maiores patrimônios do país e definiu a administração da propriedade paulistana.










