Entre os automóveis compactos elétricos, o Geely EX2 Max desponta como um dos preferidos dos brasileiros, reunindo bom nível de conforto, itens tecnológicos e valor competitivo. No teste, o carro se saiu bem no dia a dia: ofereceu bom aproveitamento de espaço interno e trouxe estabilidade na condução graças aos recursos eletrônicos de apoio ao motorista.
São mais de 26 mil unidades vendidas somente neste ano de 2026, o que garante ao modelo a 11ª colocação entre os carros mais emplacados do país. Os valores para o consumidor começam em R$ 136.800. Na China, o EX2 foi o carro mais vendido em 2025. No Brasil, ficou em terceiro entre os veículos elétricos nos primeiros oito meses do ano.
Dimensões e capacidade de armazenamento
As dimensões do EX2 Max somam 4,135 metros no comprimento, 1,805 m na largura e 1,570 m na altura, enquanto o vão entre os eixos chega a 2,65 metros — o que favorece o espaço interno e resulta em um porta-malas capaz de guardar 375 litros com o banco traseiro em uso, chegando a 1.320 litros quando ele é rebatido.
O modelo também tem um fronta-malas — compartimento frontal sob o capô — com 70 litros adicionais. O design traz linhas levemente arredondadas, capô encurtado e conjunto óptico alongado. Faróis, luzes diurnas em LED e lanternas traseiras acompanham os contornos da carroceria.
Interior com tecnologia integrada
Materiais macios predominam no habitáculo, em contraste com os plásticos resistentes das áreas funcionais. O painel de instrumentos de 8,8 polegadas e a central multimídia de 14,6 polegadas concentram a maioria das funções, do ar-condicionado à navegação.
O ar-condicionado automático distribui ar também para o banco traseiro, enquanto o console central elevado reúne porta-copos e carregamento por indução para celulares. O freio de estacionamento eletrônico com função AutoHold dispensa acionamento manual em paradas.
A integração de controles pela tela exige tempo de adaptação inicial, mas o acabamento interno com revestimentos macios diferencia o modelo favoravelmente de seus concorrentes diretos.
Desempenho e autonomia
O motor elétrico entrega 116 cavalos de potência e torque de 15,3 quilogramas-força por metro. Ele é alimentado por uma bateria de fosfato de ferro-lítio de 39,4 kWh. A tração é traseira, e os três modos de condução — Eco, Comfort e Sport — alteram o comportamento da direção, do acelerador e do freio.
A autonomia certificada pelo Inmetro chega a 289 quilômetros. Em testes práticos independentes, o EX2 rodou 303 km antes de atingir 10% de bateria, superando a certificação oficial. Em eletropostos com tecnologia DC de até 70 quilowatts, a recarga de 30% a 80% da bateria leva 21 minutos, tempo competitivo para uso urbano.
Em rodovia, o consumo foi superior ao estimado: em um percurso de 120 km, houve diferença de 20 km. É um dado importante para viagens mais longas.
Segurança e comportamento nas ruas
Seis airbags protegem os ocupantes na frente, nas laterais dianteiras e nas áreas de cortina. O controle eletrônico de velocidade é adaptativo, e a câmera 540º facilita o estacionamento em vagas apertadas. O pacote inclui ainda alerta de mudança de faixa, frenagem automática de emergência, sistemas contra capotamento e partida em rampa.
Os freios a disco nas quatro rodas regeneram energia durante a frenagem. A resposta é progressiva no modo Comfort e direta no modo Sport. A suspensão independente — MacPherson na frente e multilink na traseira — absorveu bem as irregularidades das ruas testadas, mas reverberou ao passar por paralelepípedos.
Condução urbana e praticidade
Na prática urbana, o EX2 Max mostrou comportamento ágil, com direção leve e precisa, que facilita o controle em vagas reduzidas. A câmera 540º reforça essa característica. O motor de 116 cavalos proporciona acelerações imediatas e entrega força de forma consistente em arrancadas, retomadas e ultrapassagens.
Apesar do perfil urbano, o compartimento de carga chega a rivalizar, quando os bancos de trás são rebatidos, com a capacidade encontrada em alguns SUVs compactos. Isso permite levar mais bagagem quando necessário. O custo de manutenção até a sétima revisão fica abaixo de R$ 5 mil.










