A aranha-marrom pode estar escondida a poucos passos da cama. O Ministério da Saúde registrou mais de 43 mil acidentes com aranhas no Brasil em 2023, e a espécie está entre as principais causadoras desses casos.
A região Sul concentra mais da metade das ocorrências, principalmente no Paraná. Pequena e discreta, a aranha-marrom mede cerca de 1 centímetro de corpo e pode chegar a 3 centímetros de comprimento total. Ela também é conhecida como aranha-violino por causa do desenho no corpo que lembra o instrumento.
O veneno pode causar necrose nos tecidos e, em casos graves, provocar complicações que podem levar à morte.
Esconderijos no quarto
Ambientes escuros, secos e com pouca circulação de pessoas são locais onde a espécie costuma se esconder. Entre os pontos de atenção estão atrás de quadros e móveis, em estantes e dentro de armários.
Roupas guardadas nos armários também merecem atenção antes de serem usadas. Caixas e materiais armazenados em depósitos ou estantes podem servir de abrigo para a aranha.
Por que o risco aumenta à noite
Segundo Antonio Brescovit, pesquisador do Instituto Butantan, a aranha-marrom se movimenta pelos tetos durante a noite e pode cair sobre pessoas que estão deitadas. Algumas picadas ocorrem quando o animal entra em contato com o corpo durante o sono.
A atividade da espécie também varia conforme a temperatura. Os acidentes são mais frequentes em períodos quentes e tendem a diminuir durante o inverno, quando a aranha fica menos ativa.
Verificar roupas e sapatos antes de vesti-los, fechar frestas nas paredes e evitar o acúmulo de objetos sem uso são medidas que ajudam a reduzir o risco.
Sintomas e tratamento
O Ministério da Saúde considera de importância médica três grupos de aranhas no Brasil, incluindo a aranha-marrom, a armadeira e a viúva-negra. Em casos graves de loxoscelismo, pode haver necrose e hemólise, e o tratamento pode incluir o uso de soro específico disponibilizado pelo SUS.
Cães e gatos também podem ser afetados e apresentar sinais como feridas com necrose, sangue na urina e urina escura. Não há soro veterinário específico, e o tratamento é sintomático, com acompanhamento de um médico-veterinário.
Sacudir roupas de cama e manter o espaço sob o colchão livre de objetos também ajudam a diminuir as chances de contato com a aranha durante a noite.










