Uma adolescente de 16 anos passou a esconder sob camadas de maquiagem os cravos e as espinhas que surgiram de repente em uma pele antes lisa. A mãe da jovem, moradora da cidade de Exeter, na Inglaterra, decidiu falar publicamente sobre o episódio depois de perceber o sofrimento da filha ao seguir conselhos de influenciadores digitais.
Jennie, de 39 anos, contou em entrevista à Y Magazine que a acne surgiu de repente na pele da filha, sem aviso. No início, a família recorreu a produtos comuns comprados em farmácias, mas o quadro piorou com o tempo.
Por isso, mãe e filha passaram a buscar soluções nas redes sociais. Os algoritmos das plataformas passaram a exibir cada vez mais recomendações sem respaldo científico, alimentando um ciclo de tentativa e erro que piorava a pele da adolescente.
A maquiagem que só piorava tudo
Sem entender que cobrir as espinhas com maquiagem pesada agravava as lesões, a menina passou a aplicar camadas cada vez mais grossas de produto. O resultado era doloroso, segundo o relato da adolescente: sempre que espalhava a maquiagem com pincel ou esponja, sentia ardência na pele inflamada.
A jovem descreveu que o efeito nunca ficava natural, porque as marcas vermelhas e os relevos da pele continuavam visíveis sob o produto. A vergonha e o isolamento social passaram a fazer parte da rotina: ela evitava sair, faltava às aulas e recorria à enfermaria da escola para não precisar encarar os colegas.
O impacto emocional da pele inflamada
Comentários maldosos de colegas na escola aumentaram a insegurança da adolescente, segundo a mãe. Aos poucos, a menina deixou de cuidar de si mesma e passou a sentir que não havia mais razão para se esforçar.
Uma pesquisa publicada no British Journal of Dermatology mostrou que pessoas com acne têm risco maior de desenvolver depressão um ano após o diagnóstico do que aquelas que não sofrem com o problema. O isolamento social relatado pela família é compatível com esse padrão de sofrimento emocional associado às lesões na pele.
Produtos que causavam reações na pele
Na tentativa de reverter o quadro, a família testou diversos produtos indicados online, mas a pele da adolescente passou a reagir a quase tudo o que aplicava. Até itens formulados para peles sensíveis provocavam vermelhidão intensa e ardência, segundo relato da própria jovem.
Qualquer substância colocada sobre a pele passou a desencadear uma reação inflamatória visível. Nesse momento, a adolescente buscou ajuda especializada e abandonou as receitas encontradas nas redes sociais em busca de uma solução mais segura para a barreira cutânea comprometida.










