Uma das maiores fabricantes de automóveis elétricos do mundo, a BYD possui uma fábrica localizada na cidade de Camaçari, na região metropolitana de Salvador. Inaugurada em outubro de 2025, a planta alcançou em pouco mais de nove meses a marca de 100 mil veículos produzidos e gerou 5,5 mil empregos diretos.
A unidade é atualmente a maior fábrica da marca chinesa fora de seu país de origem. Três modelos saem da linha de produção em regime SKD — o sedã King, o SUV Song Pro e o hatch Dolphin Mini. Esses veículos chegam desmontados da China e são montados no Edifício de Montagem Final, que ocupa 156 mil metros quadrados — área maior que toda a planta operada pela Ford até 2021.
Expansão da BYD com novos prédios em construção
A BYD está em fase avançada de construção de novas áreas que somarão mais de 800 mil metros quadrados. Três edifícios — Pintura, Soldagem 1 e Inspeção de Entrega com Oficina de Expedição — estão quase prontos, assim como a pista de teste.
Além disso, os prédios de Estamparia, Produção de Peças Leves, Solda 2 e Peças Importadas avançam em ritmo mais lento. A montadora prevê inaugurar todas essas novas estruturas ainda em 2026. Com a expansão, a produção terá maior nível de nacionalização. A estimativa é de que fábrica gere pelo menos 20 mil empregos diretos e indiretos em plena capacidade.
Dolphin Mini lidera e equipe é predominantemente baiana
O Dolphin Mini lidera o varejo brasileiro, com mais de 35 mil unidades vendidas apenas neste ano. O modelo foi responsável por levar a produção à marca de 100 mil unidades. Entre os 5,5 mil colaboradores diretos, 86% nasceram na Bahia, e mais da metade (52%) mora em Camaçari. A concentração de trabalhadores locais reforça o compromisso da montadora de transformar a região em centro da indústria automotiva brasileira e mundial.
Novos modelos e expansão para o mercado externo
A picape Mako será lançada no segundo semestre de 2026 com motorização 1.5 híbrida plug-in, expandindo a gama de produtos fabricados em Camaçari. A BYD já recebeu encomendas de veículos produzidos na planta para outros países como Argentina e México, indicando o potencial exportador da unidade baiana.
Recentemente, uma investigação trabalhista sobre problemas na construção da fábrica foi resolvida com o pagamento de R$ 40 milhões em indenizações. A operação representa um investimento estratégico da montadora chinesa em sua presença no mercado automotivo brasileiro e na consolidação da Bahia como polo industrial da marca.










