Presidente e governador precisam de mais da metade dos votos válidos para vencer no primeiro turno. Essa é a regra do sistema majoritário, usado nas eleições para esses cargos, e responde à pergunta de quem vai às urnas neste domingo, 5 de outubro: não basta ter mais votos que cada adversário individualmente.
Para vencer no primeiro turno, o candidato precisa reunir mais da metade dos votos válidos — aqueles dados a candidatos, excluídos os votos brancos e nulos. A exigência vale para presidente, governador e prefeito em municípios com mais de 200 mil habitantes.
A conta do 50% mais 1
Na prática, alcançar esse patamar significa conquistar pelo menos 50% dos votos válidos mais um voto, daí a expressão popular “50% + 1”. Se uma eleição tiver 10 milhões de votos válidos, por exemplo, o candidato precisará de pelo menos 5 milhões e 1 voto para evitar o segundo turno.
O número exato de votos necessários só pode ser conhecido após a apuração, porque depende da quantidade de votos válidos em cada disputa. A regra vale em todos os estados para presidente e governador e nas prefeituras das cidades maiores mencionadas.
Exceções ao sistema majoritário
Em municípios menores, com até 200 mil eleitores, e nas disputas para o Senado, a lógica é diferente: não há segundo turno. O candidato mais votado assume o mandato, mesmo sem atingir a maioria absoluta. Nessas eleições, vence quem recebe o maior número de votos, sem a necessidade da conta de “50% + 1”.
Como funciona o modelo proporcional
Para deputados e vereadores, aplica-se o sistema proporcional. Nele, o voto não beneficia apenas o candidato escolhido, mas também seu partido ou coligação. O Tribunal Superior Eleitoral calcula primeiro quais legendas ou alianças atingiram o quociente eleitoral, obtido pela divisão do total de votos válidos pelo número de cadeiras em disputa.
Apenas os partidos e as coligações que alcançam esse patamar entram na disputa por vagas. Depois, o quociente partidário divide os votos de cada sigla pelo quociente eleitoral. O resultado indica quantas cadeiras a legenda ou aliança ocupará.
Por isso, um candidato muito votado pode ficar de fora se sua legenda não tiver bom desempenho no conjunto. Em contrapartida, um partido com votação distribuída entre vários candidatos pode garantir mais vagas na Câmara dos Deputados.










