A disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro no primeiro turno de 2022 teve na região Norte um dos capítulos mais equilibrados do mapa eleitoral.
Enquanto o petista levou a melhor em todo o Nordeste e fechou a votação nacional com 48,43% dos sufrágios válidos, contra 43,20% do então presidente, o cenário nortista não seguiu essa tendência. Dos sete estados da região, quatro ficaram com o candidato do PT e três com o representante do PL.
A margem entre os dois, porém, variou bastante de um território para outro, indo de disputas acirradas a vitórias largas. Esse equilíbrio interno ajudou a compor o quadro nacional que levou os dois nomes ao segundo turno.
Os estados que apoiaram Lula
No Amazonas, o ex-presidente obteve 49,57% dos sufrágios válidos, contra 42,81% do adversário. No Pará, venceu por 52,22% a 40,27%, e no Tocantins, o placar ficou em 50,40% a 44%.
Já no Amapá aconteceu o resultado mais apertado entre os territórios nortistas que apoiaram o petista. Com 45,67% dos sufrágios contra 43,41% do rival — uma diferença de pouco mais de dois pontos percentuais —, a disputa mostrou a força de Bolsonaro mesmo onde Lula saiu vencedor.
Amazonas e Pará, na porção ocidental e central da região, penderam para o petista e formaram seu principal bloco de apoio no Norte.
Onde Bolsonaro alcançou seus melhores resultados
Em Roraima, Rondônia e Acre, Bolsonaro venceu, e nesses três estados, o candidato do PL alcançou seus melhores resultados em todo o país, acima da média nacional obtida por ele. Em Roraima, chegou a 69,57% dos sufrágios válidos, seu melhor desempenho entre as unidades da Federação, e o concorrente teve 23,05%.
Em Rondônia, o placar foi de 64,36% a 28,98%, e no Acre a diferença ficou em 62,50% a 29,26% a favor do representante do PL. Esses três estados de fronteira historicamente têm perfil eleitoral mais conservador, explicando a força eleitoral que Bolsonaro demonstrou nesses territórios nortistas, criando um bloco oposto aos estados que elegeram o candidato do PT na região.










