Recusar cerca de 99% das propostas profissionais que recebe virou rotina para a supermodelo Gisele Bündchen, de 46 anos. A escolha permite que ela acompanhe os filhos de perto. Em entrevista à jornalista Steff Yotka, do portal i-D, ela explicou como decide o que aceitar e o que descartar.
Na entrevista, ela contou que perder um jogo de vôlei da filha ou deixar de ir ao parque com o filho pesa mais do que qualquer contrato.
Da adolescência em Tóquio ao topo da moda
Aos 15 anos, Gisele deixou o Brasil para tentar a sorte em Tóquio, sem falar inglês ou japonês. Esse foi o primeiro passo de uma carreira que se tornaria referência mundial na moda. Depois, ela passou a desfilar nas principais passarelas e a aparecer em campanhas no mundo todo.
A brasileira liderou por 12 anos seguidos o ranking da Forbes de modelos mais bem pagas. Ela coleciona trabalhos com marcas como Victorias Secret’s, Balmain, Chanel, Versace, Dolce & Gabbana, Dior, entre outras. Ao longo da carreira, a modelo acumulou cerca de 1.200 capas de revista no Brasil e no exterior.
Uma rotina que mudou de direção
No auge da carreira, a modelo trabalhava cerca de 360 dias por ano, período que compara a uma espécie de roda-viva sem pausa. Hoje, mãe de Benjamin, de 16 anos, Vivian, de 13, e River, de 1, prefere abrir mão de contratos para acompanhar de perto momentos simples do dia a dia dos filhos.
Manter o celular no silencioso, sem alarmes tocando, também faz parte dessa nova rotina. Para ela, o hábito é libertador e reduz a pressão constante da vida conectada.
Um novo conceito de sucesso
Para Gisele, dinheiro, fama e poder deixaram de ser sinônimos de realização. Sucesso é ter comida à mesa, um lar, boas relações e tempo para aproveitar a vida sem pressa. Casada com o instrutor de jiu-jitsu Joaquim Valente, pai de River, Gisele também é mãe de Benjamin e Vivian, frutos do casamento anterior com o ex-quarterback da NFL Tom Brady. A combinação desses papéis ajuda a explicar por que tantos convites profissionais ficam de lado hoje.










