Uma das principais empresas de produtos saudáveis do Brasil, a Mundo Verde projeta crescer 12% neste ano e ampliar a rede, que já soma 170 franquias em operação no país. Ao todo, dez unidades já foram inauguradas em 2026, e outras duas ou três devem ser abertas ainda neste ano, segundo a executiva à frente da marca.
A rede também mantém oito lojas próprias, usadas para testar formatos e produtos antes de repassá-los aos franqueados.
Expansão mira regiões específicas do país
O próximo lote de aberturas se concentra nas regiões Norte e Nordeste, em São Paulo, no Rio de Janeiro e no Sul do país. Há três unidades em desenvolvimento nas regiões Norte e Nordeste, uma no Sul, duas em São Paulo e outras duas no Rio de Janeiro.
As operações menores exigem investimento inicial de R$ 250 mil e têm cerca de 40 metros quadrados de área. O valor pode subir para R$ 450 mil conforme o tamanho do ponto e o volume de estoque, já que há lojas com até 200 metros quadrados.
Retorno financeiro e foco em franqueados atuais
O retorno do investimento costuma ocorrer entre 18 e 24 meses após a abertura da unidade. A rentabilidade fica entre 15% e 18% e pode alcançar 20%, conforme as condições de cada mercado local.
Em vez de priorizar a captação de novos franqueados, a rede tem estimulado quem já opera lojas a assumir mais pontos dentro da própria região. O modelo busca consolidar franqueados já experientes em vez de pulverizar a marca com operadores estreantes.
Origem ligada a um caso familiar
A marca surgiu em 1987, em Petrópolis, no Rio de Janeiro, quando a família fundadora enfrentou dificuldade para encontrar alimentos adequados a um filho com doença celíaca. O negócio nasceu dessa necessidade e se tornou uma rede de franquias em 1993.
O controle da empresa passou para a família Martins em 2014, e hoje está nas mãos de Charles Martins, filho do empresário Carlos Wizard Martins.
Mudança no perfil do consumidor
O mercado que, nas primeiras lojas, era marcado por filas para comprar arroz integral hoje disputa espaço com creatina, whey protein e snacks proteicos nas gôndolas de supermercados e farmácias. A suplementação ganhou espaço, e nas décadas anteriores, o foco da rede estava em alimentos integrais, itens sem glúten e sem lactose, chás e castanhas.
A Selic mais alta e o calendário eleitoral deste ano levaram a companhia a fortalecer a operação antes de acelerar novas aberturas. Reformas nos pontos de venda, ampliação da linha de marca própria e novos formatos de loja fazem parte da estratégia para elevar a receita das unidades já em funcionamento.










