Sem funcionários fixos, a Capipoint Coffee Business já tem quiosques instalados no Brasil e mira uma expansão para 600 pontos pelo país até o fim de 2026. Toda a compra acontece direto na máquina, do pedido ao pagamento, dispensando qualquer contato com um atendente.
Quem comanda a iniciativa é o russo Sergey Degtyarev, que atua no setor de franquias desde 2012 e já esteve à frente de um negócio semelhante na Europa. Ele ocupa o cargo de CEO na Franch.Global, empresa que trouxe a marca Capipoint para o mercado brasileiro.
Neste período, ele viu no consumo diário de café dos brasileiros uma oportunidade semelhante à que havia explorado antes na Europa. Cada unidade da marca exige investimento a partir de 80 mil reais à vista, ou 95 mil reais em parcelamento. O valor é considerado baixo diante da meta ambiciosa da empresa. Para se preparar para a entrada no Brasil, a Franch.Global investiu cerca de 500 mil dólares.
A empresa prevê uma abertura de 600 quiosques pelo país até o fim do ano, em comparação com as cerca de 15 unidades já em funcionamento.
Como funciona o modelo sem atendentes
A operação da Capipoint dispensa presença humana constante. Em entrevista à Exame, Sergey afirmou que o formato não exige dedicação em tempo integral e pode ser administrado em paralelo a outro emprego ou negócio.
Quem administra de uma a três unidades consegue operar sem contratar ninguém. Já em redes maiores, com 20 a 30 pontos, a empresa estima que apenas um funcionário seja responsável pela manutenção dos quiosques espalhados pela cidade. Em locais de maior circulação, a empresa também pode instalar câmeras com inteligência artificial para acompanhar a operação e reduzir problemas como vandalismo.
Trajetória do empresário russo com franquias
Antes de chegar ao Brasil, Sergey já havia ajudado a construir redes de franquias em setores variados na Rússia, e segundo ele, uma dessas operações chegou a 55 países. A experiência com cafeterias autônomas começou em 2019, quando ele participou da criação de um modelo do zero.
Em poucos anos, a rede ultrapassou 5 mil pontos instalados e continuou a se expandir até superar 20 mil unidades em toda a Europa. O negócio foi vendido em 2022, logo após o início da guerra entre Rússia e Ucrânia, mas continuou crescendo sob nova gestão.
Metas de expansão para a América Latina
A empresa pretende chegar a 7 mil cafeterias automáticas na América Latina em três anos. E a 30 mil unidades em cinco anos, além dos 600 quiosques previstos para este ano no Brasil. Para o fim de 2026, a meta é que a rede supere 5 milhões de reais em faturamento mensal.
Os primeiros pontos da marca começaram a ser instalados entre março e abril de 2026, e o trabalho com franqueados começou em maio. Em poucos meses, a operação já somava mais de 35 unidades em fase de implantação por todo o país, segundo a empresa.
Cultura do café favorece o autoatendimento
O consumo diário de café no Brasil ajuda a explicar a aposta da marca no país. Outros formatos de autoatendimento já vinham conquistando espaço antes mesmo da chegada da Capipoint, como lavanderias sem atendentes, minimercados de condomínio e máquinas automáticas de venda.
A empresa busca pontos em universidades, academias, supermercados, clínicas, hospitais, centros empresariais, aeroportos, estações de transporte, cartórios e shopping centers. Levantamento da Opinion Box em parceria com a Payface mostra que 64% dos brasileiros. Já usaram algum tipo de autoatendimento em lojas físicas, e 85% dessas pessoas avaliaram a experiência de forma positiva. A marca aposta nesse hábito para expandir sua presença no país.










