A Ceva Saúde Animal quer dobrar o faturamento da operação brasileira até 2030 e vai ampliar a fabricação local para chegar a 70% do portfólio vendido no país. Hoje esse índice fica em 50%, segundo a companhia francesa. O plano foi apresentado durante a 49ª Expointer, em Esteio (RS), dentro da estratégia global batizada Ambição 2030.
O Brasil já é o segundo maior mercado da empresa no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, e responde por 7% a 8% do faturamento global. A companhia fechou 2025 com receita superior a € 1,9 bilhão em todas as operações.
Fábricas brasileiras ganham peso na estratégia global
Três fábricas sustentam a operação nacional da Ceva: duas em São Paulo, nas cidades de Campinas e Paulínia, e uma em Juatuba, em Minas Gerais. Juntas, essas unidades empregam aproximadamente 800 pessoas em postos diretos e indiretos.
Nivaldo Grando, vice-presidente da Ceva Saúde Animal Brasil, disse que o crescimento mundial da companhia passa diretamente pelo país, que reúne escala de produção, capacidade industrial instalada e proximidade com o produtor rural.
Ele destacou que o objetivo é investir em tecnologia desenvolvida e fabricada localmente e levar marcas globais para a produção brasileira. A empresa quer transformar as fábricas em plataformas capazes de abastecer o mercado interno e também exportar inovação para outras regiões.
Negócios são reorganizados sob um só conceito
A reformulação muda também a forma como a empresa organiza seus negócios. Avicultura, suinocultura, pecuária, pets e equinos deixam de operar de forma isolada e passam a atuar de maneira integrada, sob o conceito interno chamado “One Ceva”.
A avicultura segue como a área mais consolidada da marca, com reconhecimento que ultrapassa 95% entre os principais clientes do setor. Já a suinocultura concentra esforços em soluções que aumentam a produtividade nas granjas, enquanto a pecuária deve ganhar mais medicamentos e produtos biológicos voltados à reprodução animal.
O Brasil também abriga projetos de pesquisa considerados estratégicos para a companhia em escala mundial. Um deles é desenvolvido em parceria com o BH-TEC, ligado à UFMG, focado na criação de vacinas biológicas. Esse tipo de projeto reforça o papel do país não apenas como mercado consumidor, mas como polo de inovação dentro da estrutura global da Ceva.










