O Grêmio venceu o Internacional por 3 a 1 na noite da última quinta-feira (3 de setembro), eliminou o rival da Copa do Brasil e se classificou para a semifinal. A derrota aumenta a pressão sobre Paulo Pezzolano e coloca em dúvida a continuidade do técnico diante de um cenário de insatisfação pública da torcida com o seu trabalho.
A derrota aumentou a pressão da torcida sobre Pezzolano, apontando para o fim do ciclo de paciência dos colorados com o comando técnico. Uma enquete realizada antes do clássico havia mostrado que 58,99% dos participantes avaliavam seu trabalho como muito ruim. Nos bastidores, porém, a direção ainda mantinha confiança no treinador e não considerava substituí-lo de imediato.
Quando as palavras não bastam mais
Em entrevista ao Metrópoles após a eliminação, Pezzolano disse que os resultados são a única forma de recuperar a confiança do torcedor, e segundo ele, promessas e explicações não substituem vitórias. A mesma enquete apontava que 58,99% dos participantes avaliavam seu trabalho como muito ruim, sinal da desconfiança da torcida.
O treinador disse que o revés foi o golpe mais duro do ano e apontou os erros em bola parada como responsáveis pela eliminação. Reconheceu que a equipe foi mais agressiva durante a partida, mas criou oportunidades que o rival aproveitou. O Internacional não vence há nove rodadas no Campeonato Brasileiro, e a sequência amplia a pressão sobre Pezzolano.
Domingo é o limite
Neste domingo (6 de setembro), o Internacional recebe o Santos no Beira-Rio em jogo que Pezzolano chamou de “a mais importante do ano”. Os dois times estão na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. Por isso, a vitória afastaria o risco de queda e ajudaria a reduzir a pressão sobre o técnico.
Um complicador: Pezzolano foi advertido com cartão amarelo na partida anterior contra o Bahia e está pendurado com dois amarelos, impedindo-o de estar na beira do campo no duelo contra o Santos. Essa ausência aumenta o simbolismo de um momento em que o técnico precisa estar presente para guiar o time fora do abismo.
Uma vitória é o único resultado que pode interromper a sequência de nove jogos sem vencer e aliviar a pressão sobre o técnico.










