O Ministério do Planejamento e Orçamento liberou R$ 26,15 milhões para retomar as obras da ponte do rio Guaíba (no Rio Grande do Sul), interrompidas há cinco anos. A obra ficou quatro meses parada por falta de recursos.
A decisão foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União em 1º de setembro e abre caminho para que as construtoras responsáveis reiniciem os serviços nas próximas semanas. O valor, porém, é inferior aos R$ 50 milhões anunciados pelo Governo Federal em junho.
Na semana anterior, o Ministério dos Transportes já havia autorizado formalmente o reinício das construções ao assinar a ordem de serviço. A liberação dos recursos era a etapa que faltava para que as empresas Cidade e Arteleste organizassem o canteiro de obras enquanto aguardavam o repasse.
Alças de acesso incompletas da ponte do Guaíba
Com os R$ 26,15 milhões destinados, os serviços devem continuar até o final deste ano. A primeira etapa prevê a conclusão de quatro alças de acesso que ainda estão incompletas. Uma delas permitirá que motoristas que saem da Avenida Castello Branco, em Porto Alegre, cheguem a Eldorado do Sul.
As outras facilitarão o deslocamento entre a estrada de Gravataí e o bairro Humaitá, além das conexões entre Eldorado do Sul e a região. A conclusão dessas alças deve ocorrer em cerca de um ano. Com isso, a ligação completa pela ponte deve funcionar a partir de setembro ou outubro de 2027 e melhorar o deslocamento entre Porto Alegre e a zona sul do Estado.
Das 636 moradias previstas para remoção na área do empreendimento, restam apenas 44 casos, e eles não devem atrapalhar os trabalhos programados.
Proteção e novos acessos completam o projeto
Além das alças, o projeto inclui um novo acesso na região da Ilha Grande dos Marinheiros. A importância desse acesso aumentou após a enchente de 2024, quando moradores enfrentaram dificuldades para deixar a localidade. O projeto também prevê estruturas de proteção para os pilares localizados no Rio Jacuí, a fim de reduzir o risco de danos em possíveis colisões com embarcações.
A conclusão de todo o empreendimento deve exigir R$ 524,93 milhões em investimentos adicionais. As etapas restantes devem levar aproximadamente três anos, e a construção começou em 2014, com conclusão contratual prevista para 2017, foi parcialmente inaugurada em 2020 e consumiu R$ 769 milhões até agora.
Em 2021, o Governo Federal incluiu o empreendimento em estudos relacionados a uma nova concessão. Em julho de 2024, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes retomou diretamente a responsabilidade pela conclusão dos serviços. A intenção é transferir futuramente a administração da ponte e da BR-290 para a iniciativa privada.
Com o Dnit permanecendo responsável pela finalização das obras enquanto a futura concessionária assumirá a manutenção da estrutura.










