Lionel Messi, principal nome da seleção argentina, confirmou nesta segunda-feira (31), pelo Instagram, que não vai mais vestir a camisa da equipe nacional, depois de mais de 20 anos defendendo o país. O anúncio foi feito no perfil pessoal do atacante, sem entrevista coletiva ou cerimônia de despedida.
Aos 39 anos, o camisa 10 deixa a Albiceleste como recordista em partidas e gols. Messi soma 207 jogos oficiais pela seleção principal, depois de duas décadas de convocações praticamente ininterruptas.
Messi anuncia adeus à Argentina pelo Instagram
Na publicação, Messi disse que a escolha foi dolorosa, mas necessária diante do momento atual de sua trajetória. Também afirmou que sempre se dedicou de corpo e alma à camisa da seleção nesse período. Ele ainda ressaltou que escreveu as palavras dois dias após a final da Copa do Mundo.
O texto não trouxe detalhes sobre planos dentro ou fora dos campos. A mensagem se limitou a uma despedida institucional, sem menção a compromissos futuros ou a um evento que marque o fim oficial da carreira internacional.
Recordes que ficam marcados na história
O astro sai como o jogador com mais partidas e mais gols pela Argentina, à frente de qualquer outro nome já convocado. Na comparação entre os artilheiros de Copas do Mundo, ele acumula 21 gols, atrás apenas do francês Kylian Mbappé.
A lista de troféus levantados inclui a Copa do Mundo de 2022, além das edições de 2021 e 2024 da Copa América. Esses três títulos preencheram uma lacuna que perseguiu o atleta por boa parte da carreira, quando acumulava boas atuações sem levantar taças importantes pela seleção principal.
A conquista de 2022 marcou, para muita gente, uma virada na relação entre o camisa 10 e a torcida argentina. Antes disso, o astro chegou a cogitar deixar a seleção após a derrota nos pênaltis diante do Chile, na final da Copa América de 2016.
Comissão técnica perde sua principal referência
A saída obriga o comando da equipe a repensar o esquema ofensivo sem o articulador que organizava o time nos últimos anos. A mudança afeta a armação das jogadas e a liderança que o atleta exercia dentro e fora de campo.
Até agora, não há indicação de quem assumirá a braçadeira de capitão nem de mudança na lista de convocados para os próximos compromissos. A despedida encerra uma trajetória de duas décadas e marca o fim de uma era que a Argentina levará tempo para superar.










