A viúva de Silvio Santos, Íris Abravanel, ocupa a 63ª posição no ranking de bilionários brasileiros publicado pela revista Forbes em sua última edição. Aos 78 anos, a empresária tem patrimônio estimado de R$ 3,4 bilhões e negócios nos setores de varejo, hotelaria, cosméticos e comunicação, além de participação no SBT.
Toda essa fortuna provém da herança deixada por Silvio Santos, que faleceu em agosto de 2024. A presença de Íris na lista da Forbes não é inédita: em 2025, ela já havia figurado no ranking com um patrimônio maior, de R$ 6,4 bilhões.
A diferença ocorre porque a edição anterior incluía o patrimônio de Íris junto ao das seis filhas de Silvio Santos, reunidas em um único registro. O valor de 2026, por sua vez, reflete apenas o patrimônio pessoal dela, separado do das demais herdeiras.
Trajetória de Íris Abravanel ao lado de Silvio Santos
O relacionamento entre Íris e Silvio começou em 1977, mas a formalização ocorreu apenas em 1981, quando três das filhas mais jovens do casal já tinham nascido. Ela foi a segunda esposa do apresentador.
Além de administradora dos negócios herdados, Íris também construiu carreira própria como autora de novelas infantis produzidas pelo SBT, entre elas “As Aventuras de Poliana” e “Chiquititas”.
Patrimônio em disputa e a liderança do ranking
Enquanto Íris consolida sua posição entre os bilionários nacionais, a disputa judicial sobre a herança de Silvio Santos continua. A família acionou a Justiça para contestar a cobrança de R$ 17,1 milhões em ITCMD — imposto sobre transmissão de bens — referente a valores deixados no exterior.
O patrimônio internacional de Silvio Santos estava distribuído em contas bancárias nos Estados Unidos e nas Bahamas, totalizando uma quantia de R$ 429 milhões fora do Brasil. No topo da lista permanece Eduardo Saverin, cofundador do Facebook, com patrimônio de R$ 162,9 bilhões, valor que mantém desde edições anteriores.
A fortuna total deixada por Silvio Santos é estimada em R$ 6,4 bilhões. A questão tributária sobre os bens internacionais continua sendo um ponto de tensão entre a família e o governo de São Paulo. A Procuradoria do Estado de São Paulo cobra o pagamento de ITCMD (Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação), mas a questão ainda é um imbróglio.










