Ter um carro popular é um objetivo de muitos brasileiros. Isso porque o automóvel possibilita mais independência nos deslocamentos do dia a dia. No entanto, ter um veículo reúne gastos com abastecimento, proteção, tributos, serviços de manutenção e lavagem. Um levantamento da Serasa aponta que, em 67% das famílias brasileiras, os custos com o carro próprio figuram entre as três despesas mais altas do ano.
Isso vai ficando ao lado de itens como moradia e alimentação. Seguro ou proteção veicular. IPVA, licenciamento, pneus, pedágios e estacionamento completam a lista de gastos, e a soma de tudo isso pode facilmente superar um salário mínimo mensal.
O valor oscila conforme o modelo do veículo, sua idade e a quilometragem percorrida, mas a conta permanece pesada em qualquer cenário. Segundo especialistas do setor, o combustível lidera como principal impacto no orçamento da maioria dos motoristas.
Pressionado pelas oscilações de preço e pelo uso diário, e depois do combustível, vêm despesas que passam despercebidas na rotina. Mas se acumulam ao longo do ano: revisões programadas, troca de pneus, seguro e pequenas manutenções preventivas, além do licenciamento anual.
IPVA do carro popular varia drasticamente entre estados
O imposto depende diretamente de onde o carro está emplacado, e a diferença de alíquota pode reduzir a conta pela metade. São Paulo, Rio e Minas cobram 4% sobre o valor venal do automóvel, enquanto Espírito Santo, Santa Catarina e Acre cobram apenas 2%.
Um Fiat Mobi Like, avaliado em R$ 85.490, sai por R$ 3.419,60 em São Paulo. Mas cai para R$ 1.709,80 no Espírito Santo — uma economia de mais de R$ 1.700 anuais no mesmo veículo. Em modelos mais robustos, a diferença se amplia, e um Volkswagen T-Cross 200 TSI exemplifica bem esse cenário. Com tabela a partir de R$ 152.890, o IPVA é de R$ 6.115,60 em São Paulo e de R$ 3.057,80 no Espírito Santo.
Já um Jeep Compass Sport (R$ 174.990) varia entre R$ 3.499,80 e R$ 6.999,60 de IPVA conforme a unidade federativa. Acumulados ao longo do ano, os gastos com IPVA podem superar o valor das parcelas do próprio veículo. Especialmente para quem roda grandes distâncias diariamente.
Proteção veicular oferece alternativa ao seguro tradicional
A Lei Complementar nº 213/2025, regulamentada pelas Resoluções CNSP nº 491. E nº 492, publicadas em maio de 2026, abriu caminho para que associações de proteção patrimonial mutualista atuem sob supervisão.
Isso oferece aos motoristas uma alternativa ao seguro tradicional, ainda que a operação dependa de administradoras autorizadas pela Susep. Apesar das novas opções, apenas 29% dos automóveis em circulação possuem seguro.
Isso deixa uma frota superior a 44 milhões de carros exposta, sem cobertura para acidentes, furtos ou outras situações inesperadas. Antes de fechar contrato, vale checar com atenção o alcance da cobertura. Os casos excluídos pelo contrato e o histórico de confiabilidade da empresa ou associação escolhida.
Hábitos que reduzem a conta mensal
Dirigir de forma suave, sem acelerações ou frenagens bruscas, reduz o consumo de combustível e o desgaste dos freios ao longo do tempo. Manter os pneus calibrados e o alinhamento e o balanceamento em dia prolonga a vida útil dos componentes e melhora o rendimento do carro.
Cumprir os prazos de troca de óleo, filtros e correias conforme as recomendações do fabricante evita gastos maiores com reparos futuros. Além disso, pagar o IPVA e o licenciamento dentro do prazo também livra o motorista de juros e multas adicionais.
Planejamento financeiro, direção consciente e manutenção preventiva em dia reduzem despesas inesperadas e mantêm o custo do veículo sob controle ao longo de 2026.










