Virginia Hislop concluiu o mestrado na Universidade Stanford aos 105 anos, ao receber o diploma que havia deixado inacabado em 1941. No domingo passado, caminhou pelo palco enquanto familiares, netos e a turma de 2024 a aplaudiam de pé.
Virginia disse ter esperado muito tempo por aquele momento ao receber o diploma, depois de mais de oito décadas. O feito impressionou o diretor da Graduate School of Education, Daniel Schwartz, que disse ter temido se emocionar ao apresentá-la ao público.
Mestrado concluído após mais de oito décadas de espera
Ela iniciou os estudos em Stanford em 1936 para se formar em educação e lecionar. Depois de concluir o bacharelado, seguiu diretamente para o mestrado, motivada pelo sonho de dar aulas.
Em 1941, seu noivo, George, foi convocado para servir na Segunda Guerra Mundial. Sem conseguir concluir a tese exigida para o mestrado, ela deixou Stanford para se casar.
O casal passou a lua de mel em Oklahoma, perto do posto militar de Fort Sill. Após o término da guerra, mudaram-se para Yakima, Washington, onde criaram dois filhos, e ela nunca retornou ao ensino formal.
Uma vida dedicada à educação, com ou sem diploma
Embora tenha deixado a carreira de professora, ela usou o certificado de ensino para atuar na comunidade. Em declaração publicada pelo Yakima Herald-Republic em 2018, disse ter trabalhado em comitês e conselhos para ampliar oportunidades educacionais.
Ela questionou currículos restritivos que obrigavam sua filha a priorizar economia doméstica em vez de inglês. Também lutou pela criação de distritos independentes de faculdades comunitárias no estado de Washington.
Conquistou recursos para a Heritage University, instituição fundada e liderada por mulheres, e ajudou a arrecadar cerca de 6 milhões de dólares para que estudantes pudessem frequentá-la. Uma bolsa em seu nome também existe na Pacific Northwest University.
O reencontro com o diploma
Seu genro procurou Stanford e descobriu que o requisito da tese não era mais obrigatório para obter o diploma. Ela finalmente se tornou elegível para recebê-lo, e Stanford concedeu o mestrado décadas depois.
Schwartz descreveu Hislop como uma defensora feroz da equidade e da oportunidade de aprender ao entregar-lhe o diploma. Para Schwartz, a entrega reconhecia uma vida dedicada ao aprendizado e à transformação da educação de outras pessoas.










