Clubes da Série A e da Série B do Brasileirão aprovaram no dia 10 desse mês, um conjunto de medidas contra a cera, que passou a valer já no fim de semana seguinte. Os efeitos apareceram rapidamente: nos nove primeiros jogos da 23ª rodada da primeira divisão. Houve uma alta de aproximadamente 5% no tempo em que a bola ficou em jogo.
Cera é como se chama a prática de jogadores enrolarem o andamento da partida para ganhar tempo. Até então, cada partida tinha, em média, 52 minutos e 54 segundos de bola rolando. Depois que as medidas entraram em vigor, o tempo saltou para 55 minutos e 29 segundos.
O novo índice supera o tempo de bola rolando nas grandes ligas europeias: 55min23 na Inglaterra, 55min08 na Espanha e 54min28 na Itália. A meta da FIFA é chegar a 60 minutos por partida.
Novas regras do Brasileirão para reduzir a cera
Uma das mudanças é a saída temporária de um atleta de linha quando o goleiro precisa de atendimento médico. O técnico ou capitão indica qual jogador fica fora pelo período de um minuto. Foi o que ocorreu no domingo.
Em São Januário, quando Vasco e Santos se enfrentaram, Neymar precisou sair de campo por um minuto depois que o goleiro Gabriel Brazão foi atendido pela equipe médica. Além disso, os tiros de meta agora possuem limite de cinco segundos para serem executados. Já o jogador substituído tem no máximo dez segundos para deixar o gramado.
Lei Vini Junior pune quem cobre a boca
O Brasileirão também adotou a chamada “lei Vini Junior”, que pune com cartão vermelho os jogadores que cobrem a boca ao discutir com adversários ou técnicos. A regra busca evitar que atletas se comuniquem de forma a prejudicar a arbitragem ou criar situações de desrespeito.
No jogo entre Vitória e Botafogo, o árbitro expulsou Arthur Cabral. Já depois do apito final, o atacante levou a mão à boca durante uma discussão com o técnico rubro-negro, Jair Ventura.
Expansão das mudanças no Futebol
As regras também já entraram em vigor na dispua da Série B. As medidas também serão adotadas pela Copa do Brasil (masculina e feminina) e pela A1 do Brasileiro feminino.










