A Associação Esportiva Campo Grande Vôlei desistiu de disputar a Superliga B e C nesta temporada por falta de patrocínio. Além disso, o clube recusou um convite da Confederação Brasileira de Voleibol para subir de divisão depois de tentar, sem sucesso, buscar apoio financeiro no setor público e privado.
A recusa encerra um ciclo de competições nacionais construído ao longo de três temporadas. A decisão também retira da região Centro-Oeste um representante fora do eixo tradicional da modalidade. Sem patrocinador fixo, o clube não conseguiu montar equipes competitivas para os torneios de 2026.
Campo Grande Vôlei recusou convite da confederação
A equipe sul-mato-grossense, que havia sido rebaixada, foi procurada pela CBV depois que outros times abriram mão da vaga na temporada 2026/2027. Enviado em 7 de julho, o ofício dava prazo até o dia 21 do mesmo mês para uma resposta definitiva.
Segundo Samir Smail Dalleh, presidente da Associação, faltou dinheiro para viabilizar a presença nas duas divisões. “A gente estaria neste ano disputando a fase nacional da Superliga C”. A promoção direta à Série B viria com a saída de clubes que disputariam a competição; sem patrocinadores, não participaremos neste ano, afirmou.
Tentativas de patrocínio não avançaram
A diretoria tentou manter parcerias antigas e buscou novos apoios em órgãos públicos, mas as negociações fracassaram. O dirigente também relatou dificuldades com parceiros que vinham sustentando o projeto.
Segundo Samir, o clube tentou manter a parceria com o Sesc, mas mudanças na gestão da entidade inviabilizaram o apoio. Ele disse que o Governo do Estado não conseguiu ajudar por causa da redução de gastos e que a diretoria também procurou as prefeituras de Três Lagoas e de Campo Grande. Sem esses apoios, o time voltou para a terceira divisão.
Trajetória iniciada em 2023 é interrompida
A entrada nas competições nacionais aconteceu em 2023, na Superliga C disputada em Glória de Dourados, com vice-campeonato no feminino. Nos anos seguintes, 2024 e 2025, o time seguiu presente tanto no masculino quanto no feminino.
“Tudo o que conquistamos para chegar à segunda divisão foi por água abaixo por conta da falta de patrocínio e incentivo”, lamentou Samir. A interrupção ocorre após três anos de construção do projeto.
A Associação pretende buscar um patrocínio maior antes de retomar as disputas. Samir afirmou ainda que, com recursos suficientes, o clube pode voltar também com a equipe masculina nas competições nacionais de 2027.
Segundo o dirigente, a desistência foi lamentada pela CBV. Em conversa com Marcelinho, ex-levantador da Seleção e coordenador das competições de Superliga, o presidente ouviu que a continuidade do projeto seria importante para ampliar a representatividade geográfica da modalidade.










