Ex-namorado da atriz Camila Pitanga, o ator Igor Angelkorte passou a usar o nome artístico Angel Ferreira e deixou o Rio de Janeiro para viver uma experiência diferente na Chapada dos Veadeiros, em Goiás. Ele começou a morar em um ônibus adaptado.
A mudança faz parte de uma transformação pessoal iniciada no fim de 2024 e representa a busca do ator por proximidade com a natureza e por uma vida menos convencional. O veículo funciona como residência sem conexão com as redes públicas de energia e esgoto. Para atender às necessidades cotidianas, o ator usa soluções próprias.
A moradia autossuficiente de Angel Ferreira
O ônibus recebeu filtro de barro, cadeira de praia e rede para criar um espaço funcional. Nas proximidades, Angel Ferreira cultiva árvores frutíferas e construiu uma estrutura de saneamento com bananeiras.
Embora viva afastado do centro urbano, Angel Ferreira está a dez minutos de uma área urbana, o que lhe permite manter uma convivência social ativa. Registros no seu Instagram mostram detalhes do ambiente e revelam como o antigo ônibus se tornou parte central da nova rotina.
Uma casa que virou espaço de cultura
O ônibus assumiu função além de moradia, recebendo constantemente amigos, artistas e pessoas que passam pela região. Angel Ferreira explicou sobre isso: “Minha casa está sempre aberta. Sempre chegam amigos, amigas. Às vezes o pessoal acampa por aqui. Recebo muitos artistas também. A casa acabou se tornando quase um espaço de cultura. Volta e meia alguém está de passagem, dorme aqui e seguimos convivendo. Então estou sempre acompanhado”.
Trajetória artística em transformação
Antes de adotar seu novo nome, Igor Angelkorte participou de produções da teledramaturgia como Além do Horizonte, Babilônia e Terra e Paixão. O ator também viveu um relacionamento com a atriz Camila Pitanga entre 2015 e 2017.
Ele segue apresentando o monólogo Sidarta, que esgotou ingressos na temporada de abril no Teatro Poeira, no Rio de Janeiro, e permanece em cartaz em São Paulo. Além disso, trabalha também como gestor cultural.
O renascimento pela mudança de identidade
A mudança de identidade ocorreu no fim de 2024, período também marcado pelo pouco público na temporada carioca de Sidarta. Angel Ferreira reflete sobre o processo de transformação com uma metáfora de renascimento: “Comecei a brincar com meu nome e a de novo pensar que tem alguma coisa que morreu em mim nos últimos anos, algum estado de ser. Como uma lagarta que passa pela crisálida e se torna uma borboleta e já não se chama mais lagarta”.
Essa mudança de identidade, no entanto, não ficou restrita ao nome artístico: também se concretizou na decisão de morar em um ônibus no meio da natureza. A escolha reflete um processo de autoconhecimento e ressignificação pessoal.










